Mensagem do Pastor

Israelenses e palestinos

Artigo Pastor Marcos Schmidt – Publicado no Jornal NH em 07.11.2023.

O que acontece hoje nas terras bíblicas – que não têm nada de santidade a não ser aquele que pisou nela – é uma disputa humana e cruel igual a tantas outras neste planeta maculado com ódio e sangue. Aliás, invocar a Deus para este ou aquele lado é um pecado contra o “não tomarás em vão o nome do Senhor, teu Deus”. Sobre nossas orações, é bom ouvir o que disse Jesus no Sermão do Monte: “Amem os seus inimigos e orem pelos que perseguem vocês”.

Essa ideia equivocada sobre a supremacia de Israel como “filho predileto de Deus” foi assunto do apóstolo Paulo. Ele pergunta: “Será que Deus é somente Deus dos judeus? Será que não é também Deus dos não judeus? Claro que é! Deus é um só e aceitará os judeus na base da sua fé e também aceitará os não judeus por meio da fé que eles têm” (Romanos 3.29,30). Em outra carta, o apóstolo afirma: “Desse modo não existe diferença entre judeus e não judeus, entre escravos e pessoas livres, entre homens e mulheres: todos vocês são um só por estarem unidos com Cristo Jesus”. No final, ele lembra àqueles que não tinham a descendência de Israel: “E, já que vocês pertencem a Cristo, então são descendentes de Abraão e receberão aquilo que Deus prometeu” (Gálatas 3.28,29). 

Escandaloso, portanto, seguidores de Jesus empunhando a bandeira de Israel ou a bandeira da Palestina, na ideia de que Deus toma partido nessas disputas sangrentas. Atitudes que comprometem a pregação do Evangelho, a boa notícia que Deus ama a todos sem distinção. Ainda bem que o Criador continua presente com a sua misericórdia e não desiste desta humanidade tão violenta e cada vez mais armada.  

Marcos Schmidt – Pastor Luterano

Atividades da Semana

Agenda Semanal – 2ª Semana de Novembro

Acompanhe aqui as atividades da semana:

Aniversariantes da Semana: 03/11 até 09/11
03/11 – Ellen Saldanha Buttenbender Lauffer, Geraldine Fleck, Rose Marie Schmitt Gabbardo, Mara Tatiana Gundes, Daniel Henrique De Souza
04/11 – Cristiane Santos Moraes, Cesar Weber, Hugo Sone Muller, Leonir Jacó Rosa, Brenda Natasha Müller Da Silva, Milena Bonato Borconi, Thayse Helena Baronio, Marcelo Santos Schneider, Elias Felipe Mendonça Bender
05/11 – Dulce Bottcher, Marciano Machado Borba, Liciane Petry, Vera Pinheiro dos Santos
06/11 – Guilherme Oliveira, Eliane Josefino Klippel, Flora Grams Wide, Ismael Jandrey da Rosa, Alessandra Cardoso Lemes, Marcos Augusto Mendes Da Silva, Benjamin Schwingel, Tasso Ellwanger
07/11 – Muriel Daiana Dilly Bohnenberger, Alessandra Sidekum, Vilmar dos Santos, Cleidi Sander, Jaime Luis Sossmeier, Mirian Daiana Voigt Fernandes
08/11 – Marinez Bauer, Cinara Luckmann Bilhalva, Sueli Gomes
09/11 – Lia de Oliveira, André Cesario De Souza, Liliane De Fátima Antunes, Roseli M. Do Nascimento, Edilgar Warth, Pedro Gelson Roos, Janete da Silva Eltz, Morgana Bujes
 

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Tenha uma abençoada semana!

Mensagem do Pastor

Dia de Finados, dia de consolo.

Dia de finados … dia de ir ao cemitério, ir ao encontro de quem sofre com a saudade dos que já partiram.

Foi o que vivenciamos hoje também aqui em Novo Hamburgo, quando irmãos foram até o cemitério luterano, administrado pela Congregação “São Paulo”, para relembrar, consolar e agradecer.

Livretos, kit de Esperança,reflexões cristãs, canções. Diversas ações que enaltecem a vida e o consolo de Jesus foram oferecidas.

Mas para enaltecer a importância de estarmos nestes locais, quero convidar você a olhar com atenção para a foto que acompanha o texto.

Ali vemos três mulheres que se abraçam, se consolam e celebram a oportunidade que tiveram de conviver com alguém que já descansou.

Sim, uma mãe que chora pela morte de sua filha, e amigas que, com palavras, mãos, braços, ombros e olhares carinhosos consolam.

Realmente, cemitério é um lugar para estarmos, não apenas quando não mais pudermos sair, mas em dias e momentos de saudades e dor. Pois ali seremos confrontados com a realidade da morte, e ali também seremos consolados com a certeza da vida eterna, garantida por Jesus Cristo e reafirmada por irmãos na fé, que nos ajudam a entender que: “— Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.” Mt. 5.4

É no cuidado, no abraço e no ir ao encontro do enlutado que vivenciamos esta bem-aventurança prometida por Jesus, o Senhor da vida e da morte.

Pastor Carlos Kracke

Mensagem do Pastor

Lutero e as bruxas

Dia das Bruxas ou Reforma Luterana? Curiosamente, o 31 de outubro lembra estes dois eventos porque estão conectados. A crença celta na Europa acreditava que o senhor da morte enviava bruxas que atacavam humanos. Para apaziguar o terrível senhor, as pessoas faziam sacrifícios e se disfarçavam de espíritos malignos. Com a cristianização da Europa, estes rituais celtas foram substituídos por festas religiosas da igreja, a exemplo do Dia de Todos os Santos, lembrado no 1º de novembro. Em 1517, Lutero aproveitou este feriadão que já começava no 31 de outubro, um dia que enchia de gente o centro de Wittenberg, Alemanha. Ele queria que todos lessem suas 95 teses afixadas na porta da igreja.    

Tanto as bruxas dos celtas como os vendedores de indulgências da igreja na época traziam muito medo ao povo. Bruxas não existem, muito menos o perdão dos pecados através de dinheiro ou esforço humano. Mas, a morte existe. E existe também um jeito para escapar dela, isto através do sacrifício de Cristo. E assim as pessoas podem se “disfarçar” de espírito benigno: “Porque vocês foram batizados para ficarem unidos com Cristo”, escreve Paulo, “e assim se revestiram com as qualidades do próprio Cristo” (Gálatas 3.27).

Hoje os seguidores de Cristo de qualquer igreja permanecem com a mesma tarefa, ser testemunha contra o medo. Até porque, se a festa das bruxas é, para alguns, brincadeira, a morte é coisa séria que nenhum disfarce humano pode resolver. Infelizmente, famílias cristãs divertem suas crianças fantasiadas de bruxas e esquecem de lhes falar sobre o amor de Cristo. Isto sim, é a pior das travessuras.

Texto do Pastor Marcos Schmidt

Artigo Publicado no Jornal NH em 31 de outubro de 2023.

Atividades da Semana

Agenda Semanal – 1ª Semana de Novembro

Confira aqui as atividades desta semana:

Mensagem da semana:

Aniversariantes da Semana: 27/10 a 02/11/23:

27/10 – Laura Da Rosa Köhn, Elisangela Nunes Rodrigues, Roger Cherutti

28/10 – Guilherme Raasch Sohne, Luísa Raasch Sohne, Bruno Schmidt Gallas, Graziela Klein Roth, Rubi Scheffler, Felipe Sperb, Nestor Thon, José Julsemar Soares

29/10 – Jane Beatríz Elicker Da Silva, Luciane Vitalis Schommer, Fernanda Zitzke Garcia, Tamaris Daniela Scheffel Arnold

30/10 – Luiz Otávio Oliveira, Anderson Felipe Wasem, Sabrina Fenske Dos Reis, Nelci Teresinha Dieter, Manuela Lauck Pereira, Júlia Biasibetti Bernardes, Átila Roos De Abreu

31/10 – Caio Cardoso Kickhöfel, Viviane Zucatti Krumenauer, Murilo Müller Brand, Nilvaro Fernandes Costa

01/11 – Erik Matheus Frank Da Silva, Geovane Luis Schommer, André Dutra Oliveira, Miguel de Mello Justen, Ingrid Beatris Hartmann, Juliano Cristiano Nienow, Gabriela Frank Trisch, Janete Gonçalves Da S. Schuch, Eraci Terezinha Silveira De Mendonça

02/11 – Bárbara Caroline S. da Silveira, Kaciele Wilbert, Bruna Cristina Schmidt

Tenha uma abençoada semana!

Mensagem do Pastor

O prego que sustenta toda a igreja!

22º Domingo após Pentecostes – 2023

Textos:  Salmo 1, Levíticos 19.1-2, 15-18, 1 Ts 2.1-13, Mateus 22.34-46

Fiquei espantado quando descobri que em nosso país temos mais de 140 mil leis, leis municipais, estaduais e federais.Se todas estas leis são justas e necessárias, isto sempre é motivo de discussão. Mas, a gente sabe que sem leis e regras em nossa sociedade, a vida seria um caos.

Leis existem porque existe injustiça e maldade. A tendência humana é sempre invadir o espaço e o direito dos outros, por isto, seja numa partida de futebol, num condomínio tem que ter regras, até numa igreja, tem que ter juiz, regras, estatuto.

É uma coisa óbvia o que estou dizendo.

Mas, nós cristãos sabemos que leis existem por um motivo que a própria Bíblia nos diz: por causa do PECADO.

Neste sentido, Lutero explicou que a lei serve como FREIO. Freio contra a desordem, o roubo, o assassinato, o adultério, a mentira, enfim, contra tudo aquilo que tenta desequilibrar a harmonia da convivência na sociedade humana.

Mas, a lei não resolve um outro problema, um problema muito mais sério – a convivência, a harmonia, a relação com Deus. E daí Lutero explica que a lei serve como um ESPELHO. Hoje, Lutero diria que a lei serve como uma ressonância magnética, uma tomografia. E revela o que está lá no íntimo de cada um de nós, nossa condição humana, nossa corrupção, nosso pecado.

No Catecismo Menor, na explicação do Ofício das Chaves, Lutero diz que, ao confessar os meus pecados, devo “examinar o meu estado à luz dos dez mandamentos”. Se és pai, mãe, filho, filha, patrão, patroa, empregado; se foste desobediente, infiel, negligente, irado, licencioso, contencioso; se fizeste mal a alguém com palavras ou ações; se roubaste, descuidaste ou cometeste algum dano.

Ora, se eu fizer uma análise bem criteriosa, vou logo descobrir, de cara, que estou muito encrencado perante Deus.

Por isto a leitura no culto do capítulo 19, onde lemos: “O Senhor Deus mandou Moisés dizer ao povo de Israel o seguinte: — Sejam santos, pois eu, o Senhor, o Deus de vocês, sou santo.”

Aí começa o meu e o teu problema: Como ser santo?

Só existe um caminho, cumprir perfeitamente a lei de Deus, em todos os seus detalhes, sem nenhum erro, sem nenhuma falha.

Isto é ser santo. Tanto que Deus diz: vocês precisam ser santos assim como eu sou santo.

Bom, se nós não conhecermos o resto da história da Bíblia, ou melhor, não conhecermos a principal história da Bíblia, vamos ser um Lutero antes de ele descobrir aquilo que mudou a vida dele.

Este foi o equívoco, o engano de uma pessoa que chegou a Jesus com a pergunta, conforme o Evangelho: qual é o mais importante de todos os mandamentos da LEI?

Era um fariseu, isto é, um doutor da lei de Deus que fez esta pergunta. E havia aqui uma pegadinha, uma armadilha, uma pergunta capciosa para tentar pegar Jesus.

Quando ele se refere à Lei, não está apenas falando dos dez mandamentos, mas de todas aquelas leis que foram dadas por Moisés, e que se encontram em Levíticos.

Por isto, quando os fariseus perguntam a Jesus: Qual é o mais importante de todos os mandamentos da LEI? Eles, que eram os juristas, que conheciam de cor e salteado todas estas regras, certamente pensaram: – Agora queremos ver se Jesus sai desta…

E Jesus responde à altura.

Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma e toda a mente. Este é o maior mandamento e o mais importante. E o segundo mais importante é parecido com o primeiro: Ame os outros como você ama a você mesmo.

E Jesus conclui: Toda a Lei de Moisés e os ensinamentos dos Profetas se baseiam nesses dois mandamentos.

Infelizmente, aqueles fariseus não entenderam o que Jesus respondeu a eles. Eles até se calaram, mas ficaram ainda mais presos em sua ignorância.

Eles até sabiam o que Jesus estava dizendo, porque não era nenhuma novidade. Estas palavras de Jesus estavam lá, no livro de Levíticos, conforme lemos aqui no culto. Só que isto tinha ficado apenas na mente deles, e não no coração.

Mas eles precisavam guardar a lei em todo o coração, em toda a alma, e toda a mente.

Diferente dos tessalonicenses, conforme Paulo escreve (1 Ts 2.13).        

Diz Paulo: Quando levamos a mensagem de Deus, vocês a ouviram e aceitaram. Não a aceitaram como uma mensagem que vem de pessoas, mas como a mensagem que vem de Deus.

Para os fariseus, a mensagem de Jesus não vinha de Deus. Por isto a pergunta que Jesus lhe faz depois, sobre o que eles pensavam sobre o Messias? Eles não acreditavam que Jesus era o Messias, que era o Filho de Deus. E assim, eles não tinham o amor para cumprir a lei de Deus, porque não tinham o cumprimento da lei, que é Cristo.

Eles eram aquilo que diz o Salmo 1: “São como a palha que o vento leva”.

Este Salmo tem uma palavra dura, no versículo 5: No Dia do Juízo eles serão condenados

Este é um desafio que nós, hoje, sempre precisamos enfrentar, quando também somos uma igreja que vive repleta de leis e regras.

Além dos Dez Mandamentos, nós somos uma congregação que tem estatuto e regimento interno, que aliás, foram renovados e aprovados recentemente. Temos vários departamentos (servas, leigos, jovens…), com regimentos. Temos um distrito, com estatutos e regimentos. Temos uma IELB, com estatutos e regimentos. Enfim, na congregação, no distrital e na igreja nacional, somos uma igreja que, somando tudo, tem uma porção de regras, normas e leis.

São todas necessárias? Isto também sempre é uma discussão, mas é bom lembrar, é a nossa liberdade cristã em decidir (foi meu assunto no sermão do culto passado).

Mas, aí pode estar um problema, e que foi o problema dos fariseus. Eles se esqueceram da lei do amor. E por isto, nada mais tinha valor. Por isto disse Jesus, que toda a lei de Moisés e dos profetas se baseiam nestes dois mandamentos.

A palavra “se baseiam” – kremantai no grego original do Novo Testamento – literalmente significa – “ficar pendurado num prego”.

Jesus aqui está dizendo que todas as leis, regras, ordens, costumes, cerimônias, tradições, tudo está suspenso, pendurado por este prego que é o amor, o amor a Deus e ao próximo. Se este prego quebra, tudo cai.

Isto nos faz lembrar do prego onde Martinho Lutero pendurou na Porta da igreja de Wittenberg as 95 teses. Os fundamentos da igreja na época estavam comprometidos porque faltava o amor. Quando Lutero descobriu o Evangelho na vida dele, quando conseguiu o “prego” de volta, ele tentou levar esta boa notícia para a igreja. E nós conhecemos muito bem todos os detalhes desta história.

Por isto, sempre precisamos perguntar, nós que seguimos a tradição luterana: qual o prego que nos sustenta? O prego da lei ou o prego do amor?

Se é o prego da lei, então, só existe um caminho: ser perfeito, ser santo, sem pecado. Não adianta fazer parte da igreja, ter o nome no rol de membros, obedecer às regras, ou qualquer outra coisa. É preciso ser santo para no Dia do Juízo eles não se condenado.

Você quer seguir por este caminho? Isto é, depender das leis?

Mas, que prego é este que Jesus fala, que toda a lei depende da lei do amor? Que toda a lei de Moisés e dos profetas se baseiam nestes dois mandamentos?

Na verdade, quando Jesus diz que devemos amar a Deus com TODO o coração, TODA a alma, e TODA a mente, então já começamos a perceber que isto também está muito distante de nossa condição humana.

Portanto, este prego da lei do amor, certamente não é o nosso amor, amor humano, cheio de falhas e imperfeito. Por isto a pergunta de Jesus aos fariseus, O que vocês pensam sobre o Messias?

O Salvador estava oferendo o martelo para os fariseus baterem no prego.

à O que nós pensamos sobre o Messias?

Na verdade, pensar sobre o Messias é olhar para a Bíblia. E analisar a maravilhosa notícia que conhecemos por boa notícia, ou, Evangelho. Foi isto que aconteceu na vida daquelas pessoas da cidade de Tessalônica, onde Paulo falou de Jesus. Pessoas pensaram sobre o Messias. E no coração delas foi colocado o amor de Deus. Mais tarde Paulo escreve duas cartas. A primeira delas está sendo lida, em parte, nos cultos deste período litúrgico de Pentecostes. Daqui 4 semanas nós vamos ouvir a última parte desta carta, onde Paulo escreve que “Deus não nos escolheu para sofrermos o castigo da sua ira, mas para nos dar a salvação por meio do nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós para podermos viver com ele” (1 Ts 5.9,10).

        Esta é a verdade que Lutero também descobriu, e por isto escreveu aquelas 95 teses que condenavam as heresias que vendiam o perdão dos pecados.

Hoje, através do amor de Jesus por nós que perdoa nossos pecados, de graça, podemos ser santos como Deus é Santo. E assim, quando pensamos sobre Jesus, por tudo aquilo que ele fez e ainda faz por nós, só temos motivos, força e condições para amar a Deus, com todo o coração, toda a alma, e toda a mente. Amém.

Pastor Marcos Schmidt

Atividades da Semana

Agenda Semanal – 4ª Semana Outubro

Confira aqui as atividades da Semana:

Mensagem da Semana:

Convite Especial para as Lideranças:
Confirmar presença até 27/10/23 com sua liderança.

Aniversariantes da Semana – Período 20/10 até 26/10

20/10 – Luis Fernando Bauer, Eduardo Bauermann, Jordan Barbiani Santos, Mauren Morgana Schaeffer, Nicolas Monteiro Müller

21/10 – Debora C. Weyand Kohlrausch, Emanuelle Schmitt De Oliveira, Carlos Roese, Flavia Eduarda Cardoso, Iara Von Mühlen, Florentina Borges De Freitas Zitzke

22/10 – Marli Weiler, Gael Flor Gueths, Alberto Esspich, Alcido Nelson Blauth

23/10 – Dorli Knäsel, Darci Eisenbraun

24/10 – Pedro Leonardo Sbaraine De Souza, Guilherme Vinicius Marques, Marilisa Forster Casarin Muller, Eloiva Schneider dos Reis, Marcos Schmidt

25/10 – Lucenia Kichler, Sofia Vitória Comassetto Lamb, Leopoldo Antônio Hartmann, Harri Weiler, Gilberto Thoen

26/10 – Nicoli Schürer Walter, Daniela Alves, Matheus Werb Dietrich, Lídia Käfer Schünke, Pâmela Aparecida De Brito Santana, Jose B. Silveira De Souza, Lucas Gabriel Ries, Pedro Grassmann de Vargas, Martina Morais da Fonseca, Tânia Souza

Mensagem do Vice-presidente de Educação Cristã da IELB – Pastor Fernando Garske:

Deve o cristão orar apenas por Israel?

  1. Deve o Cristão Orar (Apenas) por Israel?

Em um mundo cada vez mais polarizado, o conflito entre Israel e os palestinos divide opiniões. Para muitos cristãos, orar por Israel é visto como um dever teológico e espiritual. Mas será que essa postura reflete o que a Bíblia ensina?

  1. Você já ouviu falar em dispensacionalismo?

Essa visão teológica, originada no século XIX, divide o plano de Deus em ‘dispensações’ ou ‘períodos’. Teólogos dispensacionalistas acreditam que devemos orar pela restauração de Israel, visto que consideram o Estado moderno de Israel como parte crucial do cumprimento das profecias bíblicas.

  1. O Papel de Israel

Neste sistema teológico, Israel é visto como uma entidade separada da Igreja, cada uma com seu próprio destino e promessas. Os dispensacionalistas afirmam ser necessário que Israel seja restaurado como nação (o que aconteceu em 1948), que seu povo seja reunificado e o templo seja reconstruído. Isso possibilitará a volta de Cristo, que reinará neste mundo, a partir de Jerusalém.

  1. Nesse Caso, o que significa orar por Israel?

Orar por Israel, no contexto dispensacionalista, geralmente vai além de um simples pedido por paz ou bem-estar para o país. Nesta visão teológica, orar por Israel está frequentemente ligado ao cumprimento de profecias bíblicas e ao papel especial que acreditam que Israel desempenha no plano divino.

  1. No entanto…

O Antigo Testamento enfatiza que a terra de Canaã pertence ao Senhor (Sl 24.1). A posse da terra pelo povo de Israel era, acima de tudo, um meio para um fim maior: a vinda de Jesus Cristo. O Novo Testamento nos ajuda a compreender que as promessas feitas por Deus apontam para além de um espaço geográfico. A herança de Deus compreende o novo céu e a nova terra, recebidos por todos os que creem, de todas as nações.

  1. A Bíblia revela que o verdadeiro Israel é a Igreja de Cristo

Em Romanos 9.6-8, Paulo argumenta que ‘nem todos os que são de Israel são israelitas’, esclarecendo que a verdadeira descendência de Abraão não se baseia na genealogia física, mas na fé. Além disso, em Gálatas 3.28-29, Paulo afirma que ‘não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher’, mas todos são um em Cristo Jesus e, portanto, ‘descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa’.

  1. O conflito entre judeus e palestinos

Portanto, o conflito entre judeus e palestinos é, em sua essência, uma questão política e histórica, e não deve ser interpretado predominantemente como uma questão espiritual ou escatológica. O conflito tem raízes em disputas territoriais, questões de soberania e direitos humanos, que têm trazido profundo sofrimento a muitas pessoas.

  1. Oramos não apenas por Israel, mas para que haja justiça e reconciliação

Diante do conflito entre judeus e palestinos, cristãos oram fervorosamente por todas as partes envolvidas. Pedimos a Deus que guie os líderes políticos e as pessoas com influência a agir com sabedoria e justiça, buscando soluções pacíficas. Além disso, oramos para que as comunidades afetadas encontrem conforto em meio ao sofrimento e que as divisões sejam superadas em favor da reconciliação. A oração nos lembra de nossa responsabilidade de amar o próximo e buscar a justiça, mesmo em situações complexas e desafiadoras.

  1. Testemunhamos a Graça revelada em Cristo

Em um mundo marcado por conflitos e divisões, a igreja testemunha a graça e o amor revelado em Cristo, o Salvador. Pela sua morte e ressurreição em favor do mundo inteiro, Cristo concede, a todo aquele que crê, a paz que o mundo não pode dar. Por isso, ore com fervor e testemunhe com autenticidade, levando CRISTO PARA TODOS.

Rev. Fernando Ellwanger Garske

    Mensagem do Pastor

    Deus nos dá liberdade e condições para escolher o que é bom!

    Mensagem: Marcos Schmidt

    21º Domingo após Pentecostes – 2023

    Textos:  Salmo 96.1-9;  Is 45.1-7(5-7); 1 Ts 1.1-7; Mt 22.15-21

    O maior presente que Deus nos dá é a liberdade. Foi assim que o Criador nos fez, livres. Um presente que está lá em Gênesis. Adão e Eva eram livres, livres inclusive para decidir entre o bem e o mal.

    Quem conhece o restante da Bíblia sabe que foi assim mesmo que Deus continuou tratando a sua criatura humana, e isto até nos dias de hoje, ou seja, liberdade para escolher.

    E bem sabemos que esta liberdade tem resultados nas escolhas. Se escolhemos bem, é claro, as consequências são boas. Se escolhemos mal, as consequências são ruins.

    Este princípio de liberdade é sublinhado por Jesus, conforme o Evangelho do culto, na famosa resposta do Salvador sobre os impostos que o povo judeu era obrigado a pagar ao império romano. Com uma moeda na mão que tinha a estampa do imperador de Roma, Jesus responde: “Deem ao Imperador o que é do Imperador, e deem a Deus o que é de Deus”.(Mt 22.21).

    Ou seja, existe uma escolha humana. Não é Deus que vai dizer faça assim, faça assado. Sobretudo quando o assunto envolve igreja e política.

    E aqui começa o meu dilema, quanto dar ao imperador e quanto dar a Deus? Isto é, qual é a minha responsabilidade com as coisas do mundo terreno e qual é a minha responsabilidade com as coisas do mundo celestial?

    Não é bem isto? Que todo o “santo dia” eu tenho à minha frente decisões que preciso tomar? E as vezes, o que escolher pode mudar radicalmente a minha vida e a vida das pessoas ao meu redor.

    Tem coisas que sou obrigado a seguir, a obedecer. Não tenho outra escolha. Por exemplo, estou na rua de carro e o sinal fica vermelho. Sou obrigado a parar. É a lei de trânsito. E nem é preciso explicar a razão desta regra, como tantas outras deste mundo cheio de normas.

    Assim, dar ao imperador é obedecer às autoridades, é seguir as leis humanas, é a própria vontade de Deus no 4º mandamento. É o que se espera de qualquer bom cidadão, e é o que se espera de um cristão.

    Só que em outras situações sou eu quem faz as leis, sou eu quem decide qual rumo tomar, sou eu quem resolve se vou parar ou se vou continuar.

    Por exemplo, surge uma oferta de emprego, e se aceitar, preciso mudar de cidade, ir para bem longe dos familiares e amigos. E lá não tem a minha igreja. Minha família vai ficar longe do ensino da palavra de Deus e da comunhão cristã. O que eu faço?

    Muitas decisões não envolvem apenas questões que mudam a vida terrena. Muitas questões do dia a dia mexem também com a vida espiritual.

    – Quanto devo dar ao imperador e quanto devo a Deus? Para os fariseus, Jesus deixou a bola picando. E em nossa vida acontece a mesma coisa. A resposta não vem pronta. Preciso decidir…   

            E aí surge um problema, porque muitas vezes eu escolho coisas erradas. E as consequências sempre aparecem.

            É por isto que vale a pena sempre ouvir os conselhos dos mais velhos, porque a experiência de vida deles é o melhor ensinamento que alguém pode ter. Sem dúvida, a história de vida das pessoas, a biografia, é também uma boa forma de perceber o que deu certo e o que deu errado.

            Ao festejarmos 98 anos da São Paulo, além de agradecer a Deus pelas bênçãos desta congregação em nossa vida –olhar para o passado. E buscar exemplos para seguir adiante. Bons exemplos e maus exemplos, aquilo que podemos e devemos seguir, e aquilo que podemos e devemos mudar.

            E por isto, então, as histórias de pessoas no livro mais interessante para aprendermos qual o caminho seguir, a Bíblia. Ela está cheia de histórias de pessoas que erraram e acertaram. E por isto servem de exemplo para nós. E o mais interessante é que a Bíblia não esconde as os fracassos, os erros, os pecados na vida de personagens como Moisés, Davi, Pedro e Paulo. Ao contrário do que acontece nas biografias e histórias fora da Bíblia, nos livros humanos. Sempre é preciso estar atento com respeito às biografias de personagens neste mundo, os heróis, porque boa parte são inventadas e enfeitadas, e escondem a realidade.

    A Bíblia quando fala bem dos personagens, ela, no entanto, não está inventando e enfeitando. Podemos acreditar. Afinal, Deus não engana em sua Palavra.

    É por isto que podemos acreditar quando apóstolo Paulo diz que os cristãos de Tessalônica “se tornaram um exemplo para todos os cristãos”. E por que eles são exemplo?

    Paulo responde:

    “Vocês sabem de que maneira nos comportamos no meio de vocês, para o próprio bem de vocês. E vocês seguiram o nosso exemplo, e o exemplo do Senhor Jesus”.

    É bom explicar que Paulo não está dizendo com um orgulho próprio e vaidoso, aquele orgulho de “eu sou um cara bom”. Ao escrever que eles são exemplo porque seguiram o exemplo dele, na verdade, o apóstolo está apontando para Jesus, que foi exemplo na vida de Paulo.

    E qual foi o exemplo?

    Paulo também responde: “Embora tenham sofrido muito, vocês receberam a mensagem com aquela alegria que vem do Espírito Santo”.

    É disto que ele se referia, o exemplo de viver a fé cristã, mesmo que isto traga sofrimento, perseguição, dificuldades.

    Aliás, aqui precisamos lembrar que, em muitas situações, escolher o caminho certo é seguir pelo caminho difícil. Na vida cristã isto é a coisa mais certa, sempre haverá perseguição por seguirmos o exemplo de Jesus. Foi Jesus mesmo quem disse, que para segui-lo é preciso tomar a cruz. E tomar a cruz é negar-se a si mesmo, como explica o próprio Salvador. É deixar de lado as escolhas egoístas, é praticar o amor, a humildade, a submissão.

    No entanto, cabe aqui dizer algo que nunca devemos esquecer. Esta escolha para seguir o exemplo de Jesus nunca será possível se algo não acontecer na nossa vida. Foi o apóstolo Paulo que lembrou isto na carta aos tessalonicenses:

    “Irmãos, sabemos que Deus os ama e os ESCOLHEU para serem dele” (1 Ts 1.4).

    É Deus quem nos escolhe primeiro, e só depois podemos escolher as coisas boas, as coisas que são a vontade de Deus. Ou, como lemos em 1 João (4.19), nós amamos a Deus porque Deus nos amou primeiro.

    Os cristãos de Tessalônica ouviram o Evangelho anunciado pelo apóstolo Paulo, e creram. Mas, tudo isto aconteceu na vida deles porque Deus foi até eles, e transformou a vida deles.

    Esta é a grande verdade da Bíblia, e que é um grande conforto para todos nós. Se hoje estamos ouvindo e crendo na Palavra de Deus, não foi porque nós decidimos isto. Se hoje podemos festejar 98 anos e fazer parte da história da Congregação São Paulo, é porque Deus nos escolheu, nos chamou. Não foi uma escolha minha, porque eu decidi, porque sou melhor que os outros. O nosso batismo é prova evidente. Fomos levados até a pia batismal no colo de nossos pais, e fomos levados até a fé no colo do nosso pai celestial.

    Isto é bom sempre lembrar, e agradecer. Antes que algum tipo de orgulho encha o nosso coração com pensamentos, tipo: “Eu sou cristão porque fui eu que decidi… Ninguém manda na minha vida… Eu sou dono do meu nariz”.

    Isto é uma certeza, precisamos decidir muitas coisas e somos livres para escolher entre o bem e o mal. Mas, quando hoje mais uma vez ouvimos pelos textos bíblicos que foi Deus quem decidiu nos amar, e a cada dia este amor fica tão evidente, e quando sabemos que ele nunca desiste de nos perdoar e nos dar nova chance para que nossas escolhas sejam escolhas boas, então seguir o que diz o Salmo 96: Deem ao Senhor a honra que ele merece. Amém.

    Pastor Marcos Schmidt

    Atividades da Semana

    Agenda Semanal – 3ª Semana de Outubro

    Confira aqui todas as atividades da semana e participe!

    Aniversariantes da Semana:

    Período: 13/10 até 19/10

    13/10 – William Sommer, Jaqueline Strassburger, Gustavo Henrique Strassburger, Ricardo Nicolau Plentz, Dirceu Jose Albrecht

    14/10 – Douglas Fernando Trierweiler, João Luis Coelho, Arthur Luis Meirelles Krummenauer, Jessica Nunes Pospichil, Stephanie Louise Ev Mauhs, Haroldo Lauffer

    15/10 – Cleriston Debaldi, Luíse Pitol Teixeira Garske, Fernando Rodrigues da Rosa, Cleuza Maria Grando Ferreira

    16/10 – Gabriel Belini Köhn, Juraci Buss, Thomas Barbiani Dos Santos, Isabel Cristina Wingert, Paola Ayres Toebke, Isabella Sbaraine de Souza, Kayan Cruz Rodrigues da Rosa, Juliana Rabello Justin, Marcelo Bordim

    17/10 – Felipe Lauffer, Carlos Augusto Wilbert Zang, Jaqueline Blauth Klauck, Natália Cristina Capelão Seibel

    18/10 – Marta Regina Domingues Bauer, Sandro de Souza Bilhalva, Margot Regina Eltz, Heling Lucimar Trierweiler, Lucas Gabriel Hartmann dos Santos, Eliseu Hoffmeister, Maico Marco Huff, Rebeca Esspich, Ibraima U.B. Monaco

    19/10 – Giara Alessandra Veríssimo, Eva Hugentobler, Viviane Opitz, Maria Cristina Iung, Leonice Regine Anschau, Stevan Chimite, Maria Terezinha Monaco

    Vamos cantar com as crianças?

    Tenha uma abençoada semana!

    Mensagem do Pastor

    A guerra de Israel

    Tempos atrás, um pastor e político em Brasília escreveu que “as profecias e as promessas de Deus sobre Israel e sua terra prometida são inteiramente válidas, e Israel, no meio de constantes perigos de ataques terroristas precisa do apoio dos verdadeiros seguidores de Cristo”. Qualquer vítima de atos terroristas precisa de apoio, mas é uma interpretação equivocada que não tem base no contexto bíblico.

    “Por meio de você”, disse Deus a Abraão, “todos os povos do mundo serão abençoados” (Gênesis 12.3). É uma promessa que aponta para o descendente dele, Jesus. Mas, as páginas do Antigo Testamento narram a história de um povo que, por diversas vezes, desprezou esta bênção. Não foi por nada o recado de Jesus que o reino de Deus seria tirado deles e entregue para outras pessoas (Mateus 21.43). O Salvador se refere ao reino espiritual, não deste mundo como ensina a teologia da glória e da prosperidade terrenas.

    O que os judeus querem são as suas terras do tempos bíblicos. É o que também desejam os povos árabes. Quem está certo? “Mestre, mande o meu irmão repartir comigo a herança que o nosso pai nos deixou”, foi um pedido para Jesus. “Quem me deu o direito de julgar ou repartir propriedades entre vocês? Prestem atenção! Tenham cuidado com todo tipo de avareza” (Lucas 12.14,15).

    A resposta de Jesus mostra que as nossas guerras deveriam ser contra a avareza, a ganância, a fome, o consumismo doentio que aniquila os recursos naturais do nosso planeta. Enquanto isto, fabricamos armas e mais armas, sobrecarregados de ódio e medo. Uma vida sem razão. Pelo jeito, este mundo nunca vai nos dar a paz.

    Marcos Schmidt      

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    Novo Hamburgo, 10 de outubro de 2023