Dia de finados … dia de ir ao cemitério, ir ao encontro de quem sofre com a saudade dos que já partiram.
Foi o que vivenciamos hoje também aqui em Novo Hamburgo, quando irmãos foram até o cemitério luterano, administrado pela Congregação “São Paulo”, para relembrar, consolar e agradecer.
Livretos, kit de Esperança,reflexões cristãs, canções. Diversas ações que enaltecem a vida e o consolo de Jesus foram oferecidas.
Mas para enaltecer a importância de estarmos nestes locais, quero convidar você a olhar com atenção para a foto que acompanha o texto.
Ali vemos três mulheres que se abraçam, se consolam e celebram a oportunidade que tiveram de conviver com alguém que já descansou.
Sim, uma mãe que chora pela morte de sua filha, e amigas que, com palavras, mãos, braços, ombros e olhares carinhosos consolam.
Realmente, cemitério é um lugar para estarmos, não apenas quando não mais pudermos sair, mas em dias e momentos de saudades e dor. Pois ali seremos confrontados com a realidade da morte, e ali também seremos consolados com a certeza da vida eterna, garantida por Jesus Cristo e reafirmada por irmãos na fé, que nos ajudam a entender que: “— Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.” Mt. 5.4
É no cuidado, no abraço e no ir ao encontro do enlutado que vivenciamos esta bem-aventurança prometida por Jesus, o Senhor da vida e da morte.
Dia das Bruxas ou Reforma Luterana? Curiosamente, o 31 de outubro lembra estes dois eventos porque estão conectados. A crença celta na Europa acreditava que o senhor da morte enviava bruxas que atacavam humanos. Para apaziguar o terrível senhor, as pessoas faziam sacrifícios e se disfarçavam de espíritos malignos. Com a cristianização da Europa, estes rituais celtas foram substituídos por festas religiosas da igreja, a exemplo do Dia de Todos os Santos, lembrado no 1º de novembro. Em 1517, Lutero aproveitou este feriadão que já começava no 31 de outubro, um dia que enchia de gente o centro de Wittenberg, Alemanha. Ele queria que todos lessem suas 95 teses afixadas na porta da igreja.
Tanto as bruxas dos celtas como os vendedores de indulgências da igreja na época traziam muito medo ao povo. Bruxas não existem, muito menos o perdão dos pecados através de dinheiro ou esforço humano. Mas, a morte existe. E existe também um jeito para escapar dela, isto através do sacrifício de Cristo. E assim as pessoas podem se “disfarçar” de espírito benigno: “Porque vocês foram batizados para ficarem unidos com Cristo”, escreve Paulo, “e assim se revestiram com as qualidades do próprio Cristo” (Gálatas 3.27).
Hoje os seguidores de Cristo de qualquer igreja permanecem com a mesma tarefa, ser testemunha contra o medo. Até porque, se a festa das bruxas é, para alguns, brincadeira, a morte é coisa séria que nenhum disfarce humano pode resolver. Infelizmente, famílias cristãs divertem suas crianças fantasiadas de bruxas e esquecem de lhes falar sobre o amor de Cristo. Isto sim, é a pior das travessuras.
Texto do Pastor Marcos Schmidt
Artigo Publicado no Jornal NH em 31 de outubro de 2023.
Fiquei espantado quando descobri que em nosso país temos mais de 140 mil leis, leis municipais, estaduais e federais.Se todas estas leis são justas e necessárias, isto sempre é motivo de discussão. Mas, a gente sabe que sem leis e regras em nossa sociedade, a vida seria um caos.
Leis existem porque existe injustiça e maldade. A tendência humana é sempre invadir o espaço e o direito dos outros, por isto, seja numa partida de futebol, num condomínio tem que ter regras, até numa igreja, tem que ter juiz, regras, estatuto.
É uma coisa óbvia o que estou dizendo.
Mas, nós cristãos sabemos que leis existem por um motivo que a própria Bíblia nos diz: por causa do PECADO.
Neste sentido, Lutero explicou que a lei serve como FREIO. Freio contra a desordem, o roubo, o assassinato, o adultério, a mentira, enfim, contra tudo aquilo que tenta desequilibrar a harmonia da convivência na sociedade humana.
Mas, a lei não resolve um outro problema, um problema muito mais sério – a convivência, a harmonia, a relação com Deus. E daí Lutero explica que a lei serve como um ESPELHO. Hoje, Lutero diria que a lei serve como uma ressonância magnética, uma tomografia. E revela o que está lá no íntimo de cada um de nós, nossa condição humana, nossa corrupção, nosso pecado.
No Catecismo Menor, na explicação do Ofício das Chaves, Lutero diz que, ao confessar os meus pecados, devo “examinar o meu estado à luz dos dez mandamentos”. Se és pai, mãe, filho, filha, patrão, patroa, empregado; se foste desobediente, infiel, negligente, irado, licencioso, contencioso; se fizeste mal a alguém com palavras ou ações; se roubaste, descuidaste ou cometeste algum dano.
Ora, se eu fizer uma análise bem criteriosa, vou logo descobrir, de cara, que estou muito encrencado perante Deus.
Por isto a leitura no culto do capítulo 19, onde lemos: “O Senhor Deus mandou Moisés dizer ao povo de Israel o seguinte: — Sejam santos, pois eu, o Senhor, o Deus de vocês, sou santo.”
Aí começa o meu e o teu problema: Como ser santo?
Só existe um caminho, cumprir perfeitamente a lei de Deus, em todos os seus detalhes, sem nenhum erro, sem nenhuma falha.
Isto é ser santo. Tanto que Deus diz: vocês precisam ser santos assim como eu sou santo.
Bom, se nós não conhecermos o resto da história da Bíblia, ou melhor, não conhecermos a principal história da Bíblia, vamos ser um Lutero antes de ele descobrir aquilo que mudou a vida dele.
Este foi o equívoco, o engano de uma pessoa que chegou a Jesus com a pergunta, conforme o Evangelho: qual é o mais importante de todos os mandamentos da LEI?
Era um fariseu, isto é, um doutor da lei de Deus que fez esta pergunta. E havia aqui uma pegadinha, uma armadilha, uma pergunta capciosa para tentar pegar Jesus.
Quando ele se refere à Lei, não está apenas falando dos dez mandamentos, mas de todas aquelas leis que foram dadas por Moisés, e que se encontram em Levíticos.
Por isto, quando os fariseus perguntam a Jesus: Qual é o mais importante de todos os mandamentos da LEI? Eles, que eram os juristas, que conheciam de cor e salteado todas estas regras, certamente pensaram: – Agora queremos ver se Jesus sai desta…
E Jesus responde à altura.
Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma e toda a mente. Este é o maior mandamento e o mais importante. E o segundo mais importante é parecido com o primeiro: Ame os outros como você ama a você mesmo.
E Jesus conclui: Toda a Lei de Moisés e os ensinamentos dos Profetas se baseiam nesses dois mandamentos.
Infelizmente, aqueles fariseus não entenderam o que Jesus respondeu a eles. Eles até se calaram, mas ficaram ainda mais presos em sua ignorância.
Eles até sabiam o que Jesus estava dizendo, porque não era nenhuma novidade. Estas palavras de Jesus estavam lá, no livro de Levíticos, conforme lemos aqui no culto. Só que isto tinha ficado apenas na mente deles, e não no coração.
Mas eles precisavam guardar a lei em todo o coração, em toda a alma, e toda a mente.
Diferente dos tessalonicenses, conforme Paulo escreve (1 Ts 2.13).
Diz Paulo: Quando levamos a mensagem de Deus, vocês a ouviram e aceitaram. Não a aceitaram como uma mensagem que vem de pessoas, mas como a mensagem que vem de Deus.
Para os fariseus, a mensagem de Jesus não vinha de Deus. Por isto a pergunta que Jesus lhe faz depois, sobre o que eles pensavam sobre o Messias? Eles não acreditavam que Jesus era o Messias, que era o Filho de Deus. E assim, eles não tinham o amor para cumprir a lei de Deus, porque não tinham o cumprimento da lei, que é Cristo.
Eles eram aquilo que diz o Salmo 1: “São como a palha que o vento leva”.
Este Salmo tem uma palavra dura, no versículo 5: No Dia do Juízo eles serão condenados…
Este é um desafio que nós, hoje, sempre precisamos enfrentar, quando também somos uma igreja que vive repleta de leis e regras.
Além dos Dez Mandamentos, nós somos uma congregação que tem estatuto e regimento interno, que aliás, foram renovados e aprovados recentemente. Temos vários departamentos (servas, leigos, jovens…), com regimentos. Temos um distrito, com estatutos e regimentos. Temos uma IELB, com estatutos e regimentos. Enfim, na congregação, no distrital e na igreja nacional, somos uma igreja que, somando tudo, tem uma porção de regras, normas e leis.
São todas necessárias? Isto também sempre é uma discussão, mas é bom lembrar, é a nossa liberdade cristã em decidir (foi meu assunto no sermão do culto passado).
Mas, aí pode estar um problema, e que foi o problema dos fariseus. Eles se esqueceram da lei do amor. E por isto, nada mais tinha valor. Por isto disse Jesus, que toda a lei de Moisés e dos profetas se baseiam nestes dois mandamentos.
A palavra “se baseiam” – kremantai no grego original do Novo Testamento – literalmente significa – “ficar pendurado num prego”.
Jesus aqui está dizendo que todas as leis, regras, ordens, costumes, cerimônias, tradições, tudo está suspenso, pendurado por este prego que é o amor, o amor a Deus e ao próximo. Se este prego quebra, tudo cai.
Isto nos faz lembrar do prego onde Martinho Lutero pendurou na Porta da igreja de Wittenberg as 95 teses. Os fundamentos da igreja na época estavam comprometidos porque faltava o amor. Quando Lutero descobriu o Evangelho na vida dele, quando conseguiu o “prego” de volta, ele tentou levar esta boa notícia para a igreja. E nós conhecemos muito bem todos os detalhes desta história.
Por isto, sempre precisamos perguntar, nós que seguimos a tradição luterana: qual o prego que nos sustenta? O prego da lei ou o prego do amor?
Se é o prego da lei, então, só existe um caminho: ser perfeito, ser santo, sem pecado. Não adianta fazer parte da igreja, ter o nome no rol de membros, obedecer às regras, ou qualquer outra coisa. É preciso ser santo para no Dia do Juízo eles não se condenado.
Você quer seguir por este caminho? Isto é, depender das leis?
Mas, que prego é este que Jesus fala, que toda a lei depende da lei do amor? Que toda a lei de Moisés e dos profetas se baseiam nestes dois mandamentos?
Na verdade, quando Jesus diz que devemos amar a Deus com TODO o coração, TODA a alma, e TODA a mente, então já começamos a perceber que isto também está muito distante de nossa condição humana.
Portanto, este prego da lei do amor, certamente não é o nosso amor, amor humano, cheio de falhas e imperfeito. Por isto a pergunta de Jesus aos fariseus, O que vocês pensam sobre o Messias?
O Salvador estava oferendo o martelo para os fariseus baterem no prego.
à O que nós pensamos sobre o Messias?
Na verdade, pensar sobre o Messias é olhar para a Bíblia. E analisar a maravilhosa notícia que conhecemos por boa notícia, ou, Evangelho. Foi isto que aconteceu na vida daquelas pessoas da cidade de Tessalônica, onde Paulo falou de Jesus. Pessoas pensaram sobre o Messias. E no coração delas foi colocado o amor de Deus. Mais tarde Paulo escreve duas cartas. A primeira delas está sendo lida, em parte, nos cultos deste período litúrgico de Pentecostes. Daqui 4 semanas nós vamos ouvir a última parte desta carta, onde Paulo escreve que “Deus não nos escolheu para sofrermos o castigo da sua ira, mas para nos dar a salvação por meio do nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós para podermos viver com ele” (1 Ts 5.9,10).
Esta é a verdade que Lutero também descobriu, e por isto escreveu aquelas 95 teses que condenavam as heresias que vendiam o perdão dos pecados.
Hoje, através do amor de Jesus por nós que perdoa nossos pecados, de graça, podemos ser santos como Deus é Santo. E assim, quando pensamos sobre Jesus, por tudo aquilo que ele fez e ainda faz por nós, só temos motivos, força e condições para amar a Deus, com todo o coração, toda a alma, e toda a mente. Amém.
Textos: Salmo 96.1-9; Is 45.1-7(5-7); 1 Ts 1.1-7; Mt 22.15-21
O maior presente que Deus nos dá é a liberdade. Foi assim que o Criador nos fez, livres. Um presente que está lá em Gênesis. Adão e Eva eram livres, livres inclusive para decidir entre o bem e o mal.
Quem conhece o restante da Bíblia sabe que foi assim mesmo que Deus continuou tratando a sua criatura humana, e isto até nos dias de hoje, ou seja, liberdade para escolher.
E bem sabemos que esta liberdade tem resultados nas escolhas. Se escolhemos bem, é claro, as consequências são boas. Se escolhemos mal, as consequências são ruins.
Este princípio de liberdade é sublinhado por Jesus, conforme o Evangelho do culto, na famosa resposta do Salvador sobre os impostos que o povo judeu era obrigado a pagar ao império romano. Com uma moeda na mão que tinha a estampa do imperador de Roma, Jesus responde: “Deem ao Imperador o que é do Imperador, e deem a Deus o que é de Deus”.(Mt 22.21).
Ou seja, existe uma escolha humana. Não é Deus que vai dizer faça assim, faça assado. Sobretudo quando o assunto envolve igreja e política.
E aqui começa o meu dilema, quanto dar ao imperador e quanto dar a Deus? Isto é, qual é a minha responsabilidade com as coisas do mundo terreno e qual é a minha responsabilidade com as coisas do mundo celestial?
Não é bem isto? Que todo o “santo dia” eu tenho à minha frente decisões que preciso tomar? E as vezes, o que escolher pode mudar radicalmente a minha vida e a vida das pessoas ao meu redor.
Tem coisas que sou obrigado a seguir, a obedecer. Não tenho outra escolha. Por exemplo, estou na rua de carro e o sinal fica vermelho. Sou obrigado a parar. É a lei de trânsito. E nem é preciso explicar a razão desta regra, como tantas outras deste mundo cheio de normas.
Assim, dar ao imperador é obedecer às autoridades, é seguir as leis humanas, é a própria vontade de Deus no 4º mandamento. É o que se espera de qualquer bom cidadão, e é o que se espera de um cristão.
Só que em outras situações sou eu quem faz as leis, sou eu quem decide qual rumo tomar, sou eu quem resolve se vou parar ou se vou continuar.
Por exemplo, surge uma oferta de emprego, e se aceitar, preciso mudar de cidade, ir para bem longe dos familiares e amigos. E lá não tem a minha igreja. Minha família vai ficar longe do ensino da palavra de Deus e da comunhão cristã. O que eu faço?
Muitas decisões não envolvem apenas questões que mudam a vida terrena. Muitas questões do dia a dia mexem também com a vida espiritual.
– Quanto devo dar ao imperador e quanto devo a Deus? Para os fariseus, Jesus deixou a bola picando. E em nossa vida acontece a mesma coisa. A resposta não vem pronta. Preciso decidir…
E aí surge um problema, porque muitas vezes eu escolho coisas erradas. E as consequências sempre aparecem.
É por isto que vale a pena sempre ouvir os conselhos dos mais velhos, porque a experiência de vida deles é o melhor ensinamento que alguém pode ter. Sem dúvida, a história de vida das pessoas, a biografia, é também uma boa forma de perceber o que deu certo e o que deu errado.
Ao festejarmos 98 anos da São Paulo, além de agradecer a Deus pelas bênçãos desta congregação em nossa vida –olhar para o passado. E buscar exemplos para seguir adiante. Bons exemplos e maus exemplos, aquilo que podemos e devemos seguir, e aquilo que podemos e devemos mudar.
E por isto, então, as histórias de pessoas no livro mais interessante para aprendermos qual o caminho seguir, a Bíblia. Ela está cheia de histórias de pessoas que erraram e acertaram. E por isto servem de exemplo para nós. E o mais interessante é que a Bíblia não esconde as os fracassos, os erros, os pecados na vida de personagens como Moisés, Davi, Pedro e Paulo. Ao contrário do que acontece nas biografias e histórias fora da Bíblia, nos livros humanos. Sempre é preciso estar atento com respeito às biografias de personagens neste mundo, os heróis, porque boa parte são inventadas e enfeitadas, e escondem a realidade.
A Bíblia quando fala bem dos personagens, ela, no entanto, não está inventando e enfeitando. Podemos acreditar. Afinal, Deus não engana em sua Palavra.
É por isto que podemos acreditar quando apóstolo Paulo diz que os cristãos de Tessalônica “se tornaram um exemplo para todos os cristãos”. E por que eles são exemplo?
Paulo responde:
“Vocês sabem de que maneira nos comportamos no meio de vocês, para o próprio bem de vocês. E vocês seguiram o nosso exemplo, e o exemplo do Senhor Jesus”.
É bom explicar que Paulo não está dizendo com um orgulho próprio e vaidoso, aquele orgulho de “eu sou um cara bom”. Ao escrever que eles são exemplo porque seguiram o exemplo dele, na verdade, o apóstolo está apontando para Jesus, que foi exemplo na vida de Paulo.
E qual foi o exemplo?
Paulo também responde: “Embora tenham sofrido muito, vocês receberam a mensagem com aquela alegria que vem do Espírito Santo”.
É disto que ele se referia, o exemplo de viver a fé cristã, mesmo que isto traga sofrimento, perseguição, dificuldades.
Aliás, aqui precisamos lembrar que, em muitas situações, escolher o caminho certo é seguir pelo caminho difícil. Na vida cristã isto é a coisa mais certa, sempre haverá perseguição por seguirmos o exemplo de Jesus. Foi Jesus mesmo quem disse, que para segui-lo é preciso tomar a cruz. E tomar a cruz é negar-se a si mesmo, como explica o próprio Salvador. É deixar de lado as escolhas egoístas, é praticar o amor, a humildade, a submissão.
No entanto, cabe aqui dizer algo que nunca devemos esquecer. Esta escolha para seguir o exemplo de Jesus nunca será possível se algo não acontecer na nossa vida. Foi o apóstolo Paulo que lembrou isto na carta aos tessalonicenses:
– “Irmãos, sabemos que Deus os ama e os ESCOLHEU para serem dele” (1 Ts 1.4).
É Deus quem nos escolhe primeiro, e só depois podemos escolher as coisas boas, as coisas que são a vontade de Deus. Ou, como lemos em 1 João (4.19), nós amamos a Deus porque Deus nos amou primeiro.
Os cristãos de Tessalônica ouviram o Evangelho anunciado pelo apóstolo Paulo, e creram. Mas, tudo isto aconteceu na vida deles porque Deus foi até eles, e transformou a vida deles.
Esta é a grande verdade da Bíblia, e que é um grande conforto para todos nós. Se hoje estamos ouvindo e crendo na Palavra de Deus, não foi porque nós decidimos isto. Se hoje podemos festejar 98 anos e fazer parte da história da Congregação São Paulo, é porque Deus nos escolheu, nos chamou. Não foi uma escolha minha, porque eu decidi, porque sou melhor que os outros. O nosso batismo é prova evidente. Fomos levados até a pia batismal no colo de nossos pais, e fomos levados até a fé no colo do nosso pai celestial.
Isto é bom sempre lembrar, e agradecer. Antes que algum tipo de orgulho encha o nosso coração com pensamentos, tipo: “Eu sou cristão porque fui eu que decidi… Ninguém manda na minha vida… Eu sou dono do meu nariz”.
Isto é uma certeza, precisamos decidir muitas coisas e somos livres para escolher entre o bem e o mal. Mas, quando hoje mais uma vez ouvimos pelos textos bíblicos que foi Deus quem decidiu nos amar, e a cada dia este amor fica tão evidente, e quando sabemos que ele nunca desiste de nos perdoar e nos dar nova chance para que nossas escolhas sejam escolhas boas, então seguir o que diz o Salmo 96: Deem ao Senhor a honra que ele merece. Amém.
Tempos atrás, um pastor e político em Brasília escreveu que “as profecias e as promessas de Deus sobre Israel e sua terra prometida são inteiramente válidas, e Israel, no meio de constantes perigos de ataques terroristas precisa do apoio dos verdadeiros seguidores de Cristo”. Qualquer vítima de atos terroristas precisa de apoio, mas é uma interpretação equivocada que não tem base no contexto bíblico.
“Por meio de você”, disse Deus a Abraão, “todos os povos do mundo serão abençoados” (Gênesis 12.3). É uma promessa que aponta para o descendente dele, Jesus. Mas, as páginas do Antigo Testamento narram a história de um povo que, por diversas vezes, desprezou esta bênção. Não foi por nada o recado de Jesus que o reino de Deus seria tirado deles e entregue para outras pessoas (Mateus 21.43). O Salvador se refere ao reino espiritual, não deste mundo como ensina a teologia da glória e da prosperidade terrenas.
O que os judeus querem são as suas terras do tempos bíblicos. É o que também desejam os povos árabes. Quem está certo? “Mestre, mande o meu irmão repartir comigo a herança que o nosso pai nos deixou”, foi um pedido para Jesus. “Quem me deu o direito de julgar ou repartir propriedades entre vocês? Prestem atenção! Tenham cuidado com todo tipo de avareza” (Lucas 12.14,15).
A resposta de Jesus mostra que as nossas guerras deveriam ser contra a avareza, a ganância, a fome, o consumismo doentio que aniquila os recursos naturais do nosso planeta. Enquanto isto, fabricamos armas e mais armas, sobrecarregados de ódio e medo. Uma vida sem razão. Pelo jeito, este mundo nunca vai nos dar a paz.
Conforme relato bíblico de Atos capítulo 1 versículos 1 até 11. Jesus subiu aos céus, e enquanto subia os discípulos ficaram olhando para cima, até que foram questionados com a seguinte pergunta: porque vocês estão olhando para o céu?
O texto não expõe a resposta dos discípulos, por isso vamos fazer um exercício? Quais as respostas que os discípulos poderiam dar, olhando para nossa realidade hoje? Você me ajuda?
Escreva uma razão que “justifique seu olhar para cima. Veja algumas alternativas:
1 – Como não olhar, acabamos de ver Jesus subir por ali, queremos ir também.
2 – Ficar aqui contemplando o céu é bem mais fácil.
3 – Temos que olhar para cima mesmo, pois olhar para as injustiças deste mundo desanima.
4 – Melhor olhar para cima do que ter que olhar para meus vizinhos.
5 – Enquanto olho para cima, não vejo quanto trabalho temos aqui no mundo ainda.
6 – Enquanto fico aqui olhando para cima, consigo até disfarçar minha falta de amor pelas pessoas que me cercam. Até pareço um cristão, pois até as mãos levanto em direção do céus e grito “gloria, aleluia, amém”.
7 – Parado aqui, olhando para cima, pelo menos ninguém chama meu nome quando precisarem de ajuda, pois ninguém pode atrapalhar meu momento com deus.
Mais alguma resposta possível?
Não podemos usar nossa religiosidade para esconder nossa falta de amor e compaixão pelas pessoas que nos cercam. Os discípulos tiveram sua mente aberta e só assim entenderam a mensagem de vida deixada por Deus. Eles saíram pelo mundo, olhavam agora para às pessoas e anunciavam vida, amor e perdão. Ao final de cada dia seus discípulos podem sim, levantar os olhos e as mãos aos céus e dizer:
Obrigado querido Jesus, em mais um dia me usastes para levar vida e perdão para estas pessoas que posso chamar de família, vizinhos, amigos e irmãos. Em tuas mãos os deixo. A força e o amor para continuar olhando para suas necessidades só poderão mesmo, vir de ti. Em teu nome Jesus. Amém.
Carlos Kracke – Pastor da Congregação E. Luterana “São Paulo” de Novo Hamburgo.
Como entender o amor? Que tal através do colo de uma mãe? É interessante que o próprio Deus compara o seu amor com o amor de mãe. Deus queria que entendêssemos o quanto ele se preocupa com cada um de nós, por isso ele apela para a figura da mãe. E afirma: “Como a mãe consola o filho eu também consolarei vocês”, (Isaías 66.13). Mesmo que algumas mães não honrem o nobre título que recebem, muitas outras – a maioria – nos fazem entender o quanto é grande, especial e salutar o amor de Deus. Normalmente quando lembramos de nossas mães, nossa mente e coração são invadidos por lembranças que nos revelam o quanto ela nos amou e cuidou. Este amor e este consolo apareciam em nosso dia a dia. Era algo tão real e presente que até achávamos que era “obrigação” de mãe agir assim. O tempo passou e hoje compreendemos que aquelas atitudes vinham de um coração que sabia o que é amar, cuidar e perdoar seu filho. Lembro-me de um acontecimento em minha infância que marcou a minha vida. Havíamos nos mudado de um estado para outro e, como não conhecíamos o local, foi uma mudança que trouxe doenças, problemas financeiros e muitos arrependimentos. Meus pais faziam de tudo para proteger seus três filhos das consequências desta mudança. Lembro-me que em certo momento não tínhamos mais farinha para que minha mãe pudesse preparar um simples pão, algo tão comum em nosso lar. Hoje vejo a sabedoria dos meus queridos pais em tratar aquela situação.Em uma manhã minha mãe, vivenciando aquela preocupação, nos contou com grande entusiasmo que ela iria preparar um bolo de mandioca (aipim). Como eu e minhas irmãs jamais tínhamos comido este bolo, ficamos animados. Fomos juntos colher a mandioca, ajudamos a ralar e poucas horas depois estávamos sorridentes, felizes com a novidade que nossa mãe havia preparado. Foram alguns dias nos alimentando daquele bolo gostoso, preparado com tanto entusiasmo por toda família. E assim passou o tempo e logo em seguida a situação melhorou, mas o bolo de mandioca sempre era esperado com grande ansiedade por todos. Hoje quando lembro minha mãe preparando aquele bolo, sorrindo para nós, vejo que não era apenas a alegria que estava estampada ali em seu rosto. Consigo compreender que atrás daquele sorriso e entusiasmo, havia um coração doído e muito preocupado com toda a situação. Mas foi a maneira que ela encontrou para proteger seus filhos da tristeza de saber que estávamos em uma situação bem difícil. Enquanto ela e meu pai buscavam soluções para resolver a situação, ela com sua simplicidade quis apenas aliviar o impacto sobre nós. E quando me lembro de tudo isso, percebo que o fez com grande maestria e amor. Lembrando-me deste fato e tantos outros vivenciados com os meus pais, e agradeço a Deus por ter me dado a oportunidade de viver e entender um pouco mais do consolo que Jesus Cristo nos concede através do colo e do cuidado da minha querida mãe.
Parabéns a todas as mães.
Carlos Kracke – Pastor da Congregação “São Paulo” de Novo Hamburgo
Poda feita com muita destreza, deixando a árvore com um formato bonito e oferecendo uma sombra deliciosa. Respeitando os limites de uma poda consciente, a árvore poderá ter um formato que encante também os olhos e traga uma sombra mais consistente. Foi isso que encontrei andando de bike pelas ruas de nossa querida cidade de Novo Hamburgo. Logo pensei: O que poderia ser podado em nós? Será que ficaríamos melhores? Oferecendo mais “sombra” para quem passa? Imagine você tendo suas pontas cortadas, deixando o conjunto mais consistente e harmonioso. Penso que seria um belo projeto para um bom paisagista, não é mesmo?Imagine o ser humano tendo suas pontas de orgulho, vaidade, impureza, egoísmo, comentários maldosos, acessos de raiva, inveja, ciumeira, inimizade podadas. Será que ficaríamos melhores? Acredito que eu ficaria. Até por que se tem algo que atrapalha a convivência são pontas de vaidade, orgulho, etc. E quando elas querem aparecer, é um caos conseguir dominar. Parece que se fortalecem com o “vento” da indiferença e sacodem tudo para longe delas. Diante desta realidade, o paisagista Jesus disse: “Arrependam-se dos seus pecados, porque o Reino dos Céu está perto (Mt 4.17). Jesus sabia o quanto essas “pontas” podem machucar e atrapalhar a vida. Foi por isso que graciosamente se oferece para podar, para cortar, para amenizar os estragos que podemos provocar. Esta poda pode doer sim, mas quando é feita pelo Salvador Jesus, seu cuidado, seu amor e seu perdão logo nos fazem perceber o quão necessário ela é, e quão belo e acolhedores podemos ser. Um grande abraço,
Carlos Kracke – Pastor da Congregação E. Luterana “São Paulo” de Novo Hamburgo.
Às vezes você precisa seguir alguém que é planejado, construído e enviado para, naturalmente, andar mais rápido do que você. Foi o que vivenciei no pedal de hoje. Andando com minha bike MTB, logo à frente vi um ciclista com uma super bike speed. Aquela do pneu fininho que é fabricada para andar em uma velocidade maior. Não pensei duas vezes. Acelerei e fui me aproximando. Foi então que percebi minha limitação e ao mesmo tempo minha força para segui-la por alguns metros. Quando o ciclista percebeu meu esforço, ele diminuiu a intensidade do seu pedal. Conforme penso no convite de Jesus a Felipe (João 1): ‘Segue-me’, também imagino Jesus sendo uma speede e os seus discípulos sendo como bikes sem preparo nenhum para alcançá-lo. Contudo, Jesus os convida para andar com Ele. Mas como seria isso possível? Só foi e é possível pois Deus diminuiu a velocidade, se tornou um de nós, nasceu humildemente e veio nos resgatar. Sabendo das nossas limitações, Ele nos convida e nos capacita para olharmos para ELE e segui-lo com a força, o amor, o perdão e a graça que vem dEle. Fixe os olhos nEle e deixe-O te levar a viver as grandes maravilhas neste mundo. Ele nunca te deixará para trás.
Carlos Kracke
Pastor da Congregação E. Luterana “São Paulo” de Novo Hamburgo.
Tempos atrás um casal na cidade de Passo Fundo fez uma mudança e colocou no lixo muita coisa que não tinha mais utilidade. Foram várias caixas com coisas que não estavam mais sendo utilizadas. Mas, sem perceber, colocou junto no lixo um dinheiro que estava guardando, 20 mil reais. O casal ficou três dias procurando o valor nos depósitos de lixo, sem nenhum sucesso.
Tem muita coisa em nossa vida que precisa ser jogada fora, é lixo. Mas, é preciso tomar todo o cuidado para não descartar aquilo que é valioso. Podemos nunca mais ter de volta aquilo que jogamos no lixo, mas que tinha um imenso valor.
Foi o que fizeram as pessoas do povo de Israel. Quem fala deste absurdo é próprio Senhor Jesus, ao dizer: “A pedra que os construtores rejeitaram (isto é – jogaram no lixo) veio a ser a mais importante de todas” (Mateus 21.42).
Esta atitude descabida foi praticada pelos construtores da Igreja do Antigo Testamento. Eles pegaram as pedras ruins, sem consistência, para construir a base de sua religião, e jogaram fora a pedra boa e consistente, a pedra fundamental. Ou seja, eles refugaram Jesus.
Este foi o propósito da parábola dos lavradores maus, tentar abrir os olhos deste erro grotesco que eles estavam cometendo. Jesus foi direto: – vocês, líderes da igreja, jogaram fora o principal, o tesouro, que é a salvação de vocês.
Este fato narrado pelo evangelista aconteceu poucas horas antes de Jesus ser preso e morto na cruz. Depois de Jesus contar esta parábola, olhando direto nos olhos dos seus ouvintes, diz o evangelista Mateus que os chefes dos sacerdotes e os fariseus, que ouviram as parábolas de Jesus, sabiam que ele estava falando deles. Por isto queriam prendê-lo…
E como sabemos o final da história, eles conseguiram isto (claro, porque Deus permitiu). Eles prenderam e mataram Jesus, confirmando o que o próprio Salvador disse na parábola: “Quando os lavradores viram o filho do dono, disseram uns aos outros: este é o filho do dono, ele vai herdar a plantação. Vamos matá-lo, e a plantação será nossa”.
Percebemos aqui uma coisa terrível. A rejeição do amor de Deus tem um resultado que é uma característica neste mundo que joga no lixo o tesouro da salvação eterna: o ódio.
E tem mais: assim como Jesus foi odiado por aqueles que o rejeitaram, existe uma realidade que todos nós, cristãos verdadeiros, também experimentamos: nós também somos odiados pelo mundo.
Mas, é preciso aqui ressaltar um detalhe: o cristão é odiado pelo mundo por causa do amor que ele pratica, e não por causa do ódio, que ele também pratica – devido ao pecado que ainda age no coração do cristão.
Se o cristão paga o mal com o bem, perdoa, enfim, se ele segue os passos de Jesus pelo caminho do amor, então, de alguma forma, ele vai ser odiado. Porque o amor provoca rejeição.
Agora, claro, pagar o mal com o mal, isto não é cristão, Isto é seguir o mesmo caminho do mundo. Então, é o ódio contra o ódio.
Outro detalhe, um cristão também pode viver escondido, sem dar o seu testemunho, sem a prática do amor, sem seguir pelo caminho de Jesus, sem carregar a sua cruz. E desta forma, vive uma vida igual às pessoas do mundo, e, consequentemente, ele não terá nenhum tipo de perseguição.
Em todo o caso, fica a pergunta:
Por que a própria igreja perseguir Jesus? Afinal, foram os líderes religiosos do povo de Israel, o povo de Deus, que perseguiram e mataram Jesus. Foram aqueles que receberam a promessa no Antigo Testamento, da vinda do Messias.
Por que estas pessoas tanto odiavam Jesus?
Aliás, este foi o grande desgosto de Deus, conforme a parábola em Isaías – a leitura do Antigo Testamento,Isaías 5.1-7. A parreira de uvas é o povo de Israel, que Deus plantou numa terra boa, fez cercas, muros, e uma torre de vigia para oferecer proteção, enfim, tudo foi feito para colher uvas boas.
Só que no versículo 4 neste capítulo 5 de Isaías, lemos palavras que mostram a grande decepção de Deus, o dono da plantação de uvas: Fiz por ela tudo o que podia, então, por que produziu uvas azedas em vez de uvas doces que esperava?
Em outras palavras, as pessoas que Deus escolheu para produzirem boas obras e serem um testemunho vivo do amor de Deus para o mundo inteiro, estas pessoas fizeram exatamente o contrário. Diz o texto: “Deus esperava que eles obedecessem a sua lei, mas ele os viu cometendo crimes de morte”.
Todo o livro de Isaías, e outros livros dos profetas no Antigo Testamento, são uma prova consistente deste povo cheio de privilégios, que em diversas situações e épocas, trouxe desgosto no coração de Deus.
Por isto, então, as palavras duras de Jesus depois de contar uma parábola parecida: Eu afirmo a vocês que o Reino de Deus será tirado de vocês e será dado para as pessoas que produzem os frutos do Reino.
Estimados irmãos e irmãs, não há dúvida de que estas palavras duras de Jesus são um alerta para nós, hoje. Afinal, nós somos a atual plantação de uvas do Reino de Deus.
Somos a igreja do Novo Testamento, escolhidos por Deus no dia quando fomos batizados, ou no dia quando o Espírito Santo nos enxertou na Videira, que é Jesus.
E nós sabemos o quanto Deus nos ama e faz de tudo para nos manter firmes na Videira Verdadeira. Deus fez uma cerca ao nosso redor, e uma torre de vigia – através de sua Palavra, da igreja – para nos manter firmes na fé e cheios de frutos do amor.
Mas, daí vem o recado das leituras deste culto, é preciso tomar todo o cuidado para não jogar no lixo aquilo que mais importa em nossa vida. E se existe um exemplo que podemos seguir, então é a atitude corajosa de Paulo, conforme ele mesmo lembra na carta aos Filipenses: “eu joguei tudo fora como se fosse lixo, a fim de ganhar a Cristo” (Fp 3.8)
Nós conhecemos a história deste homem determinado. Antes de ser o apóstolo Paulo, ele foi o fariseu Saulo, um religioso cheio de ódio contra o filho do dono da plantação. Ele mesmo confessa que perseguiu os cristãos, e fez isto convencido que estava no caminho certo – mas era o caminho do ódio.
Ele mesmo diz que era um fanático. Mas, depois de jogar o lixo no lixo, Paulo confessou: “Considero tudo como uma completa perda, comparado com aquilo que tem muito mais valor, isto é, conhecer completamente Cristo Jesus, o meu Senhor. Eu joguei tudo fora como se fosse lixo, a fim de poder ganhar a Cristo…”.
O termo fanático, do latim fanaticus – o que pertence a um templo (fanum), surgiu no século 18 para caracterizar pessoas extremistas. Profano vem de pro fanum – fora do templo ou aquele que não entra no templo.
O apóstolo Paulo confessa que na época quando era fariseu, o seu fanatismo o levou a perseguir a igreja (Filipenses 3.6). A palavra que ele usa no grego é zelo para fanatismo (a mesma no português), e que significa dedicação. Qualidade boa, assim como pertencer a um templo. Mas, quando o zelo se transforma nisto que Paulo descreve, então qualquer coisa boa vira aquilo que hoje tanto perturba os nossos relacionamentos.
Cristianismo e fanatismo não se combinam. Paulo escreve na carta aos Gálatas que “o Espírito de Deus produz o amor, a alegria, a paz, a paciência, a delicadeza, a bondade, a fidelidade, a humildade e o domínio próprio”. Em outra carta, o apóstolo recomenda: “O servo do Senhor não deve andar brigando, mas deve tratar todos com educação” (2 Timóteo 2.25). No Sermão do Monte, o Salvador recomendou: “Amem os seus inimigos e façam o bem para eles (…) Tenham misericórdia dos outros, assim como o Pai de vocês tem misericórdia de vocês”.
É isto que Jesus espera de nós, seus seguidores, que as uvas que produzimos sejam uvas doces, e não azedas. Vivemos num mundo azedo, sem amor. Porque jogou fora, no lixo, o Deus Criador e Salvador, e guardou para si seu egoísmo, ódio, violência, ganância, e todos os tipos de pecado.
Por isto, nossa oração hora é a mesma do salmista:
“Volta para nós, ó Deus Todo-Poderoso! Lá do céu olha para nós; vem e salva a tua parreira. Vem e salva essa parreira que tu plantaste, esse ramo novo que fizeste crescer tão forte” (Salmo 80.14,15). Amém.
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