Mensagem do Pastor

Qual sua razão para olhar para os céus?

Conforme relato bíblico de Atos capítulo 1 versículos 1 até 11. Jesus subiu aos céus, e enquanto subia os discípulos ficaram olhando para cima, até que foram questionados com a seguinte pergunta: porque vocês estão olhando para o céu?

O texto não expõe a resposta dos discípulos, por isso vamos fazer um exercício? Quais as respostas que os discípulos poderiam dar, olhando para nossa realidade hoje? Você me ajuda?

Escreva uma razão que “justifique seu olhar para cima. Veja algumas alternativas:

1 – Como não olhar, acabamos de ver Jesus subir por ali, queremos ir também.

2 – Ficar aqui contemplando o céu é bem mais fácil.

3 – Temos que olhar para cima mesmo, pois olhar para as injustiças deste mundo desanima.

4 – Melhor olhar para cima do que ter que olhar para meus vizinhos.

5 – Enquanto olho para cima, não vejo quanto trabalho temos aqui no mundo ainda.

6 – Enquanto fico aqui olhando para cima, consigo até disfarçar minha falta de amor pelas pessoas que me cercam. Até pareço um cristão, pois até as mãos levanto em direção do céus e grito “gloria, aleluia, amém”.

7 – Parado aqui, olhando para cima, pelo menos ninguém chama meu nome quando precisarem de ajuda, pois ninguém pode atrapalhar meu momento com deus.

Mais alguma resposta possível?

Não podemos usar nossa religiosidade para esconder nossa falta de amor e compaixão pelas pessoas que nos cercam. Os discípulos tiveram sua mente aberta e só assim entenderam a mensagem de vida deixada por Deus. Eles saíram pelo mundo, olhavam agora para às pessoas e anunciavam vida, amor e perdão. Ao final de cada dia seus discípulos podem sim, levantar os olhos e as mãos aos céus e dizer:

Obrigado querido Jesus, em mais um dia me usastes para levar vida e perdão para estas pessoas que posso chamar de família, vizinhos, amigos e irmãos. Em tuas mãos os deixo. A força e o amor para continuar olhando para suas necessidades só poderão mesmo, vir de ti. Em teu nome Jesus. Amém.

Carlos Kracke – Pastor da Congregação E. Luterana “São Paulo” de Novo Hamburgo.

Mensagem do Pastor

Como entender o amor?

Como entender o amor? Que tal através do colo de uma mãe? É interessante que o próprio Deus compara o seu amor com o amor de mãe. Deus queria que entendêssemos o quanto ele se preocupa com cada um de nós, por isso ele apela para a figura da mãe. E afirma: “Como a mãe consola o filho eu também consolarei vocês”, (Isaías 66.13). Mesmo que algumas mães não honrem o nobre título que recebem, muitas outras – a maioria – nos fazem entender o quanto é grande, especial e salutar o amor de Deus. Normalmente quando lembramos de nossas mães, nossa mente e coração são invadidos por lembranças que nos revelam o quanto ela nos amou e cuidou. Este amor e este consolo apareciam em nosso dia a dia. Era algo tão real e presente que até achávamos que era “obrigação” de mãe agir assim. O tempo passou e hoje compreendemos que aquelas atitudes vinham de um coração que sabia o que é amar, cuidar e perdoar seu filho. Lembro-me de um acontecimento em minha infância que marcou a minha vida. Havíamos nos mudado de um estado para outro e, como não conhecíamos o local, foi uma mudança que trouxe doenças, problemas financeiros e muitos arrependimentos. Meus pais faziam de tudo para proteger seus três filhos das consequências desta mudança. Lembro-me que em certo momento não tínhamos mais farinha para que minha mãe pudesse preparar um simples pão, algo tão comum em nosso lar. Hoje vejo a sabedoria dos meus queridos pais em tratar aquela situação.Em uma manhã minha mãe, vivenciando aquela preocupação, nos contou com grande entusiasmo que ela iria preparar um bolo de mandioca (aipim). Como eu e minhas irmãs jamais tínhamos comido este bolo, ficamos animados. Fomos juntos colher a mandioca, ajudamos a ralar e poucas horas depois estávamos sorridentes, felizes com a novidade que nossa mãe havia preparado. Foram alguns dias nos alimentando daquele bolo gostoso, preparado com tanto entusiasmo por toda família. E assim passou o tempo e logo em seguida a situação melhorou, mas o bolo de mandioca sempre era esperado com grande ansiedade por todos. Hoje quando lembro minha mãe preparando aquele bolo, sorrindo para nós, vejo que não era apenas a alegria que estava estampada ali em seu rosto. Consigo compreender que atrás daquele sorriso e entusiasmo, havia um coração doído e muito preocupado com toda a situação. Mas foi a maneira que ela encontrou para proteger seus filhos da tristeza de saber que estávamos em uma situação bem difícil. Enquanto ela e meu pai buscavam soluções para resolver a situação, ela com sua simplicidade quis apenas aliviar o impacto sobre nós. E quando me lembro de tudo isso, percebo que o fez com grande maestria e amor. Lembrando-me deste fato e tantos outros vivenciados com os meus pais, e agradeço a Deus por ter me dado a oportunidade de viver e entender um pouco mais do consolo que Jesus Cristo nos concede através do colo e do cuidado da minha querida mãe.

Parabéns a todas as mães.

Carlos Kracke – Pastor da Congregação “São Paulo” de Novo Hamburgo

Mensagem do Pastor

Que trabalho bonito!

Veja, que trabalho bonito, não é mesmo?

Poda feita com muita destreza, deixando a árvore com um formato bonito e oferecendo uma sombra deliciosa. Respeitando os limites de uma poda consciente, a árvore poderá ter um formato que encante também os olhos e traga uma sombra mais consistente. Foi isso que encontrei andando de bike pelas ruas de nossa querida cidade de Novo Hamburgo. Logo pensei: O que poderia ser podado em nós? Será que ficaríamos melhores? Oferecendo mais “sombra” para quem passa? Imagine você tendo suas pontas cortadas, deixando o conjunto mais consistente e harmonioso. Penso que seria um belo projeto para um bom paisagista, não é mesmo?Imagine o ser humano tendo suas pontas de orgulho, vaidade, impureza, egoísmo, comentários maldosos, acessos de raiva, inveja, ciumeira, inimizade podadas. Será que ficaríamos melhores? Acredito que eu ficaria. Até por que se tem algo que atrapalha a convivência são pontas de vaidade, orgulho, etc. E quando elas querem aparecer, é um caos conseguir dominar. Parece que se fortalecem com o “vento” da indiferença e sacodem tudo para longe delas. Diante desta realidade, o paisagista Jesus disse: “Arrependam-se dos seus pecados, porque o Reino dos Céu está perto (Mt 4.17). Jesus sabia o quanto essas “pontas” podem machucar e atrapalhar a vida. Foi por isso que graciosamente se oferece para podar, para cortar, para amenizar os estragos que podemos provocar. Esta poda pode doer sim, mas quando é feita pelo Salvador Jesus, seu cuidado, seu amor e seu perdão logo nos fazem perceber o quão necessário ela é, e quão belo e acolhedores podemos ser. Um grande abraço,

Carlos Kracke – Pastor da Congregação E. Luterana “São Paulo” de Novo Hamburgo.

Mensagem do Pastor

Como sair da zona de conforto?

Às vezes você precisa seguir alguém que é planejado, construído e enviado para, naturalmente, andar mais rápido do que você. Foi o que vivenciei no pedal de hoje. Andando com minha bike MTB, logo à frente vi um ciclista com uma super bike speed. Aquela do pneu fininho que é fabricada para andar em uma velocidade maior. Não pensei duas vezes. Acelerei e fui me aproximando. Foi então que percebi minha limitação e ao mesmo tempo minha força para segui-la por alguns metros. Quando o ciclista percebeu meu esforço, ele diminuiu a intensidade do seu pedal. Conforme penso no convite de Jesus a Felipe (João 1): ‘Segue-me’, também imagino Jesus sendo uma speede e os seus discípulos sendo como bikes sem preparo nenhum para alcançá-lo. Contudo, Jesus os convida para andar com Ele. Mas como seria isso possível? Só foi e é possível pois Deus diminuiu a velocidade, se tornou um de nós, nasceu humildemente e veio nos resgatar. Sabendo das nossas limitações, Ele nos convida e nos capacita para olharmos para ELE e segui-lo com a força, o amor, o perdão e a graça que vem dEle. Fixe os olhos nEle e deixe-O te levar a viver as grandes maravilhas neste mundo. Ele nunca te deixará para trás.

Carlos Kracke

Pastor da Congregação E. Luterana “São Paulo” de Novo Hamburgo.

Atividades da Semana

Agenda Semanal – 2ª Semana de Outubro

Confira aqui as atividades da Semana

Mensagem da Semana:

Confira aqui um comunicado importante da Diretoria:

Aniversariantes da semana!

Aniversariantes – 06/10 até 12/10

06/10 – Valdeci Jeferson Souza Leites, Ariane Luíza Assmann, Monique Marques Pereira, Elisa Helena Reinheimer, Fausto Armando Bischoff, João Miguel Ermel Rauch, Saragani Mauhs

07/10 – Lucas Willrich Martins, Tatiana Sofia, Rhihan Vitor Huhnfleisch Nunes, Erica Ellwanger, Simone Buhler, Alzira Rocha, Geovana Heidrich Schmidt

08/10 – Lairton Rogerio Adams, Eloir Ereneu Monaco, Marilene Prusch Züge, Carlos Henrique Garcia, Yara Fernanda Chimite, Eliane Da Silva Bento, Marcelo Correa da Fonseca

09/10 – Lucas William Zenatti, Marcela Hoffmann, Thais Viviane Schmidt Gallas, Giulia Manuela Krause

10/10 – Solange Teresinha Bottcher, Eduarda Sperb Palma, Rafael Augusto Rheinheimer Schmidt, Ricardo Duarte da Rosa, Milton Luiz Maders, Erica Muller

11/10 – Eli Lutz Kaiser, Lucca Colvara Kleemann, Letícia Klippel Da Silva, Cintia Ritter, Miriam Simone Wingert Weber, Darcy R. Krieger, Leonardo Erik Boh

12/10 – Leonardo Erik Bohn, Hildegard Kerber, Valessa Monteiro, Juliano Schuch

Desejamos uma abençoada semana para você e sua família!

Mensagem do Pastor

O cuidado para não jogar fora aquilo que tem grande valor!

                                                   Pastor Marcos Schmidt

19º Domingo após Pentecostes – 2023

Textos:  Salmo 80.7-19;  Isaías 5.1-7;  Filipenses 3.4b-14; Mateus 21.33-46

Tempos atrás um casal na cidade de Passo Fundo fez uma mudança e colocou no lixo muita coisa que não tinha mais utilidade. Foram várias caixas com coisas que não estavam mais sendo utilizadas. Mas, sem perceber, colocou junto no lixo um dinheiro que estava guardando, 20 mil reais. O casal ficou três dias procurando o valor nos depósitos de lixo, sem nenhum sucesso.

Tem muita coisa em nossa vida que precisa ser jogada fora, é lixo. Mas, é preciso tomar todo o cuidado para não descartar aquilo que é valioso. Podemos nunca mais ter de volta aquilo que jogamos no lixo, mas que tinha um imenso valor.

Foi o que fizeram as pessoas do povo de Israel. Quem fala deste absurdo é próprio Senhor Jesus, ao dizer: “A pedra que os construtores rejeitaram (isto é – jogaram no lixo) veio a ser a mais importante de todas” (Mateus 21.42).

Esta atitude descabida foi praticada pelos construtores da Igreja do Antigo Testamento. Eles pegaram as pedras ruins, sem consistência, para construir a base de sua religião, e jogaram fora a pedra boa e consistente, a pedra fundamental. Ou seja, eles refugaram Jesus.

Este foi o propósito da parábola dos lavradores maus, tentar abrir os olhos deste erro grotesco que eles estavam cometendo. Jesus foi direto: vocês, líderes da igreja, jogaram fora o principal, o tesouro, que é a salvação de vocês.

Este fato narrado pelo evangelista aconteceu poucas horas antes de Jesus ser preso e morto na cruz. Depois de Jesus contar esta parábola, olhando direto nos olhos dos seus ouvintes, diz o evangelista Mateus que os chefes dos sacerdotes e os fariseus, que ouviram as parábolas de Jesus, sabiam que ele estava falando deles. Por isto queriam prendê-lo…

E como sabemos o final da história, eles conseguiram isto (claro, porque Deus permitiu). Eles prenderam e mataram Jesus, confirmando o que o próprio Salvador disse na parábola: “Quando os lavradores viram o filho do dono, disseram uns aos outros: este é o filho do dono, ele vai herdar a plantação. Vamos matá-lo, e a plantação será nossa”.

Percebemos aqui uma coisa terrível. A rejeição do amor de Deus tem um resultado que é uma característica neste mundo que joga no lixo o tesouro da salvação eterna: o ódio.

E tem mais: assim como Jesus foi odiado por aqueles que o rejeitaram, existe uma realidade que todos nós, cristãos verdadeiros, também experimentamos: nós também somos odiados pelo mundo.

Mas, é preciso aqui ressaltar um detalhe: o cristão é odiado pelo mundo por causa do amor que ele pratica, e não por causa do ódio, que ele também pratica – devido ao pecado que ainda age no coração do cristão.

Se o cristão paga o mal com o bem, perdoa, enfim, se ele segue os passos de Jesus pelo caminho do amor, então, de alguma forma, ele vai ser odiado. Porque o amor provoca rejeição.

Agora, claro, pagar o mal com o mal, isto não é cristão, Isto é seguir o mesmo caminho do mundo. Então, é o ódio contra o ódio.

Outro detalhe, um cristão também pode viver escondido, sem dar o seu testemunho, sem a prática do amor, sem seguir pelo caminho de Jesus, sem carregar a sua cruz. E desta forma, vive uma vida igual às pessoas do mundo, e, consequentemente, ele não terá nenhum tipo de perseguição.

Em todo o caso, fica a pergunta:

Por que a própria igreja perseguir Jesus? Afinal, foram os líderes religiosos do povo de Israel, o povo de Deus, que perseguiram e mataram Jesus. Foram aqueles que receberam a promessa no Antigo Testamento, da vinda do Messias.

Por que estas pessoas tanto odiavam Jesus?

Aliás, este foi o grande desgosto de Deus, conforme a parábola em Isaías – a leitura do Antigo Testamento, Isaías 5.1-7. A parreira de uvas é o povo de Israel, que Deus plantou numa terra boa, fez cercas, muros, e uma torre de vigia para oferecer proteção, enfim, tudo foi feito para colher uvas boas.

Só que no versículo 4 neste capítulo 5 de Isaías, lemos palavras que mostram a grande decepção de Deus, o dono da plantação de uvas: Fiz por ela tudo o que podia, então, por que produziu uvas azedas em vez de uvas doces que esperava?

Em outras palavras, as pessoas que Deus escolheu para produzirem boas obras e serem um testemunho vivo do amor de Deus para o mundo inteiro, estas pessoas fizeram exatamente o contrário. Diz o texto: “Deus esperava que eles obedecessem a sua lei, mas ele os viu cometendo crimes de morte”.

Todo o livro de Isaías, e outros livros dos profetas no Antigo Testamento, são uma prova consistente deste povo cheio de privilégios, que em diversas situações e épocas, trouxe desgosto no coração de Deus.

Por isto, então, as palavras duras de Jesus depois de contar uma parábola parecida: Eu afirmo a vocês que o Reino de Deus será tirado de vocês e será dado para as pessoas que produzem os frutos do Reino.

Estimados irmãos e irmãs, não há dúvida de que estas palavras duras de Jesus são um alerta para nós, hoje. Afinal, nós somos a atual plantação de uvas do Reino de Deus.

Somos a igreja do Novo Testamento, escolhidos por Deus no dia quando fomos batizados, ou no dia quando o Espírito Santo nos enxertou na Videira, que é Jesus.

E nós sabemos o quanto Deus nos ama e faz de tudo para nos manter firmes na Videira Verdadeira. Deus fez uma cerca ao nosso redor, e uma torre de vigia – através de sua Palavra, da igreja – para nos manter firmes na fé e cheios de frutos do amor.

Mas, daí vem o recado das leituras deste culto, é preciso tomar todo o cuidado para não jogar no lixo aquilo que mais importa em nossa vida. E se existe um exemplo que podemos seguir, então é a atitude corajosa de Paulo, conforme ele mesmo lembra na carta aos Filipenses: “eu joguei tudo fora como se fosse lixo, a fim de ganhar a Cristo” (Fp 3.8)

Nós conhecemos a história deste homem determinado. Antes de ser o apóstolo Paulo, ele foi o fariseu Saulo, um religioso cheio de ódio contra o filho do dono da plantação. Ele mesmo confessa que perseguiu os cristãos, e fez isto convencido que estava no caminho certo – mas era o caminho do ódio.

Ele mesmo diz que era um fanático. Mas, depois de jogar o lixo no lixo, Paulo confessou: “Considero tudo como uma completa perda, comparado com aquilo que tem muito mais valor, isto é, conhecer completamente Cristo Jesus, o meu Senhor. Eu joguei tudo fora como se fosse lixo, a fim de poder ganhar a Cristo…”.

O termo fanático, do latim fanaticus – o que pertence a um templo (fanum), surgiu no século 18 para caracterizar pessoas extremistas. Profano vem de pro fanum – fora do templo ou aquele que não entra no templo.

O apóstolo Paulo confessa que na época quando era fariseu, o seu fanatismo o levou a perseguir a igreja (Filipenses 3.6). A palavra que ele usa no grego é zelo para fanatismo (a mesma no português), e que significa dedicação. Qualidade boa, assim como pertencer a um templo. Mas, quando o zelo se transforma nisto que Paulo descreve, então qualquer coisa boa vira aquilo que hoje tanto perturba os nossos relacionamentos.     

Cristianismo e fanatismo não se combinam. Paulo escreve na carta aos Gálatas que “o Espírito de Deus produz o amor, a alegria, a paz, a paciência, a delicadeza, a bondade, a fidelidade, a humildade e o domínio próprio”. Em outra carta, o apóstolo recomenda: “O servo do Senhor não deve andar brigando, mas deve tratar todos com educação” (2 Timóteo 2.25). No Sermão do Monte, o Salvador recomendou: “Amem os seus inimigos e façam o bem para eles (…) Tenham misericórdia dos outros, assim como o Pai de vocês tem misericórdia de vocês”.

É isto que Jesus espera de nós, seus seguidores, que as uvas que produzimos sejam uvas doces, e não azedas. Vivemos num mundo azedo, sem amor. Porque jogou fora, no lixo, o Deus Criador e Salvador, e guardou para si seu egoísmo, ódio, violência, ganância, e todos os tipos de pecado. 

        Por isto, nossa oração hora é a mesma do salmista:

“Volta para nós, ó Deus Todo-Poderoso! Lá do céu olha para nós; vem e salva a tua parreira. Vem e salva essa parreira que tu plantaste, esse ramo novo que fizeste crescer tão forte” (Salmo 80.14,15). Amém.

Atividades da Semana

Agenda Semanal – 1ª Semana de Outubro

Confira aqui as atividades da 1ª Semana de Outubro:

Novidade para o mês de Outubro: Crianças e Adolescentes no Dequina!

para mais informações falar com Camila Lettnin

Aniversariantes da Semana:

Aniversariantes no Período de 29/09 até 05/10

29/09 – Lucas Gabriel Heimann, James Konrath, Milton Miguel Adams, Gérson Krick, Adriana B. Haag

30/09 – Eliana Jost Ramson, Leandro Da Silva Nascimento, Juliana Dieter, Ivo Gastring, Erico Barbosa Araujo Porto

01/10 – Marcio Rafael Stracke, Alzemar Luís De Oliveira, Ariberto Esspich, Laura Adams De Castro, Marlene Monaco, Marcos Jose De Aguiar, Gilson Leonardo Thoen, Daniel Holler.

02/10 – Leila A.Nerbas, Cristian Cavalini Bourscheid, Leonardo Viegas Fauth, Josué Clodir Schuch, Anelise Ludvina Muller

03/10 – Dávini Danini Mayer, Tais Alexssandra Luedke, Mayssa Rodrigues Fernandes, Rafael Ribeiro Gabbardo, Gustavo H. Rohr, Kauã Soares

04/10 – Silas Lauffer Glaser, Gian Maikon De Souza Pospichil, André Pulz, Samuel Evandro Leuck, Bruna Larissa Sander, Felipe Sander, Daniel Felipe Martin, Felipe Knäsel Pereira, Alexandre Matheus Becker, Marcia Cristina Zitzke, Marione Mumbach Silva

05/10 – Carlos Magnu Soares, Felipe Käfer, Laís Lauffer Kickhöfel, Cássio Maciel Fernandes, Adenor Ricardo Wasem, Claudiomiro Schroeter De Lima, Pamela Araújo Zitzke, Ricardo Giovani Schirmer

Participe dos Projetos em Andamento:

Desejamos para você e sua família uma abençoada semana!

Mensagem do Pastor

O que vamos ganhar? Mensagem do Pastor Marcos Schmidt

17º Domingo após Pentecostes

Textos:   Salmo 27.1-9;   Isaías 55.6-9;   Filipenses 1.12-14, 19-30;   Mateus 20.1-16

O que nós ganhamos por sermos cristãos?

Se pensarmos bem, ser cristão não é uma coisa muito fácil. Aliás, é difícil. Ser cristão conforme o chamado de Jesus, é bem diferente do que se vê por aí – estas promessas de prosperidade, bênçãos terrenas, de uma vida neste mundo sem problemas.

Um pouco antes da leitura do Evangelho em Mateus capítulo 20, onde está narrada a parábola de Jesus sobre os trabalhadores na plantação de uvas, nós temos uma pergunta de Pedro para Jesus: “Veja, Nós deixamos tudo e seguimos o senhor. O que é que nós vamos ganhar?” (Mt 19.27)

É uma pergunta justa, afinal, os discípulos abandonaram o emprego, a família e uma vida tranquila – tudo para cumprir o chamado de Jesus e enfrentar, inclusive, a perseguição religiosa.

Jesus foi bem claro que ,para segui-lo precisamos carregar a nossa cruz, estar prontos para morrer como ele morreu, isto é, deixar de lado muitas coisas que a vida terrena proporciona.

Por isto, a pergunta dos discípulos é a nossa pergunta hoje:

– O que nós ganhamos por deixar tudo e seguir Jesus?

 Vejam as pessoas que não seguem Jesus: não perdem tempo indo à igreja, não precisam trabalhar e dedicar tempo para o serviço da igreja, não precisam ofertar…

Enfim, as pessoas que não participam de uma igreja têm uma vida bem mais tranquila. E quando fazem uma coisa errada, não tem ninguém para dizer: – olha só, é da igreja, e leva uma vida assim…

Temos toda a razão de fazer a mesma pergunta de Pedro: “nós deixamos tudo e seguimos o senhor… O que vamos ganhar?”

É uma pergunta meio parecida com aquela do jovem rico, conforme está um pouquinho antes, no capítulo 19 de Mateus:

“Mestre, o que devo fazer de bom para conseguir a Vida Eterna” Mt 19.16.

É quase como dizendo: eu já fiz muita coisa para a igreja, agora, o que falta mais para ter a vida eterna?

–   O que eu devo fazer para entrar no céu? O que eu vou ganhar por ter deixado tudo de lado e te seguir?

        Se analisarmos bem, veremos que são perguntas que demostram ignorância, desconhecimento das coisas de Deus… E o pior, iguala as coisas de Deus com uma banca de comércio, de negócio … “Eu faço isto e Deus me paga… Eu me esforço e Deus me recompensa”.

        O QUE É QUE NÓS VAMOS GANHAR?

Bem diferente daquilo que o apóstolo Paulo escreve na carta aos filipenses, quando confessa:

A vida para mim é Cristo, e a morte é lucro. Mas, se eu continuar vivendo, ainda poderei fazer algum trabalho útil” (Fp 1.21,22).

Esta compreensão ainda faltava aos discípulos – de que a vida cristã só tem sentido, só tem valor e proveito, quando a VIDA É CRISTO.

E quando a vida é Cristo, então ninguém que vive esta nova existência fará a pergunta: – O que eu vou ganhar com isto?

Afinal, ele já ganhou. Ganhou a vida.

Para que os discípulos pudessem compreender e CRER nesta verdade, Jesus então, com muita paciência, lhes contou a parábola dos trabalhadores na plantação de uvas, conforme ouvimos no Evangelho.

A história é muito simples. Um proprietário de um parreiral de uvas foi até a praça para contratar pessoas desocupadas. O trato era pagar o salário de uma moeda de prata por um dia de serviço, conforme o salário-mínimo da época. Percebemos que o dono da plantação foi 5 vezes no dia até a praça para contratar trabalhadores.

Ele contratou os primeiros operários as 6 horas da manhã, depois as 9 horas, meio-dia, 3 horas da tarde, e por último, as 5 horas da tarde.

Na hora do pagamento, veio a surpresa: todos ganharam a mesma quantia, uma moeda de prata conforme o combinado, inclusive aqueles que trabalharam apenas 1 hora. É evidente que os outros trabalhadores ficaram indignados, afinal, eles trabalharam muito mais, e receberam a mesma coisa que os outros que trabalharam menos.

        O patrão, no entanto, se defendeu dizendo que ele não estava sendo injusto, pois o trato era o pagamento de uma moeda de prata. O dinheiro era seu e ele tinha todo o direito de fazer o que queria. Ele estava apenas sendo bom para os últimos trabalhadores.

Jesus terminou esta história dizendo: “Aqueles que são os primeiros serão os últimos, e os últimos serão os primeiros”

        Vivemos num mundo onde não faltam injustiças em questões salariais. Mesmo quando hoje não existe mais a escravidão como nos tempos antigos, grande parte da humanidade não recebe dignamente pelo seu trabalho.

No reino de Deus, no entanto, não existe injustiça. No reino de Deus existe justiça. Mas uma justiça louca aos olhos do mundo. Assim como a justiça deste patrão da parábola.

É por isto que Deus diz através do profeta: “Assim como o céu está muito acima da terra, assim os meus pensamentos e as minhas ações estão muito acima dos seus” (Is 55.9).

E sabem, irmãos e irmãs, ainda bem que é assim. Porque se Deus pagasse o salário que merecemos, então certamente estaríamos no inferno, pois a Bíblia diz que “o salário do pecado é a morte”  (Rm 6.23).

E é exatamente pelo fato de todos sermos pecadores que é impossível entrar no céu pela maneira como queria o jovem rico, isto é, cumprindo os mandamentos. Ou, pelo entendimento dos discípulos com a pergunta: – O que vamos ganhar com isto?

Por isto, quando lemos em Romanos que “o salário do pecado é a morte”, o texto bíblico maravilhosamente continua: “ … mas o presente de Deus é a vida eterna para quem está unido com Cristo Jesus”

        Na parábola é dito que o dono da plantação contratou pessoas que estavam “desocupadas”. Estar desocupado, sem serviço, significa não ter salário, e consequentemente sem condições para sobreviver.

        Esta era a nossa realidade espiritual: estávamos desempregados, desocupados. E assim destinados a viver na miséria espiritual, e condenados ao inferno. Mas Deus nos contratou. Nos deu emprego. E o melhor, nos deu um justo e digno salário – tudo graças ao seu imenso amor.

        Lembrando este justo salário, Jesus em outra ocasião disse aos discípulos: “Eu não chamo vocês de empregados … mas chamo vocês de amigos” (João 15.15).

        A maioria de nós é cristão desde a infância, desde o batismo. Sem dúvida, isto é uma prova do amor de Deus em nossa vida. Por termos sido chamados desde cedo, estamos tendo o privilégio de servir a Deus por mais tempo, e assim fazer muitas coisas para o Senhor. Ou como disse o apóstolo: “…se eu continuar vivendo, poderei ainda fazer algum trabalho útil” (Fp 1.22)

E hoje, em sua graça, Deus continua contratando, chamando. Mas o que importa é que todos, cristãos velhos e cristãos novos, trabalhadores antigos e trabalhadores recentes, todos possamos com alegria dizer com o apóstolo Paulo: “O meu grande desejo e a minha esperança são de nunca falhar no meu dever, para que sempre e agora ainda mais, eu tenha coragem. E assim, em tudo o que eu disse e fizer, tanto na vida como na morte, eu poderei levar outros a reconhecerem a grandeza de Cristo” (Fp 1.20). Amém.

Atividades da Semana

Agenda Semanal – 4ª Semana de Setembro

Confira aqui as atividades da 4ª Semana de Setembro:

Mensagem da Semana:

Novidade da Semana:

Estamos conectados no Whatsapp através da Comunidade Comunicados CELSP.

Acesse o link abaixo e participe da Comunidade, através dela você receberá informações e as programações da Congregação.

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Aniversariantes da Semana:

Período: 22/09 até 28/09

22/09 – Fernanda Elisa De Oliveira, Robert Buss Kaufmann, Saionara Fachinetto, Pedro Henrique Morais Matte

23/09 – Elaine Krieger, João Pedro Schmidt de Oliveira, Maria Vitoria Nunes, Junior Augusto Sander, Thais Raquel Paz Behrendsen, Régis André Rufatto

24/09 – Matheus Hugenthobler, Juliano Gustavo Marques, Matheus Hugendobler dos Santos, Maurel Esspich, Raísa Blauth Tovo, Maximiliano Monteiro, Jonas Henrique Goebel, Doralvo Silivio Mauhs

25/09 – Lívia Senna Borconi, Tiago André Jost, Robson Thiago Roos, Romana Cristine Konrath, Andressa Schwantes, Walentiny Terres Luz Fusinato, Neusa Gonçalves Saraiva de Mello

26/09 – Danielle Dutra Albrecht, Wolfgang Schwartzhaupt, Eduardo Bauer Warth, Augusto Mittmann, Caroline Fernandes Da Silva, Davi Válter dos Santos

27/09 – Ricardo Enrique Seibel, Guilherme Osterkamp, Lilian Zenaide Muller, Denise Ruiz De Mello, Carolina Braga Pospichil, Amanda Luise Heimann, Carla Schmidt

28/09 – Jane Aurélia Mrás, James Beck, Sheila Gunsch