
Dia das Bruxas ou Reforma Luterana? Curiosamente, o 31 de outubro lembra estes dois eventos porque estão conectados. A crença celta na Europa acreditava que o senhor da morte enviava bruxas que atacavam humanos. Para apaziguar o terrível senhor, as pessoas faziam sacrifícios e se disfarçavam de espíritos malignos. Com a cristianização da Europa, estes rituais celtas foram substituídos por festas religiosas da igreja, a exemplo do Dia de Todos os Santos, lembrado no 1º de novembro. Em 1517, Lutero aproveitou este feriadão que já começava no 31 de outubro, um dia que enchia de gente o centro de Wittenberg, Alemanha. Ele queria que todos lessem suas 95 teses afixadas na porta da igreja.
Tanto as bruxas dos celtas como os vendedores de indulgências da igreja na época traziam muito medo ao povo. Bruxas não existem, muito menos o perdão dos pecados através de dinheiro ou esforço humano. Mas, a morte existe. E existe também um jeito para escapar dela, isto através do sacrifício de Cristo. E assim as pessoas podem se “disfarçar” de espírito benigno: “Porque vocês foram batizados para ficarem unidos com Cristo”, escreve Paulo, “e assim se revestiram com as qualidades do próprio Cristo” (Gálatas 3.27).
Hoje os seguidores de Cristo de qualquer igreja permanecem com a mesma tarefa, ser testemunha contra o medo. Até porque, se a festa das bruxas é, para alguns, brincadeira, a morte é coisa séria que nenhum disfarce humano pode resolver. Infelizmente, famílias cristãs divertem suas crianças fantasiadas de bruxas e esquecem de lhes falar sobre o amor de Cristo. Isto sim, é a pior das travessuras.
Texto do Pastor Marcos Schmidt
Artigo Publicado no Jornal NH em 31 de outubro de 2023.
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