
Tempos atrás, um pastor e político em Brasília escreveu que “as profecias e as promessas de Deus sobre Israel e sua terra prometida são inteiramente válidas, e Israel, no meio de constantes perigos de ataques terroristas precisa do apoio dos verdadeiros seguidores de Cristo”. Qualquer vítima de atos terroristas precisa de apoio, mas é uma interpretação equivocada que não tem base no contexto bíblico.
“Por meio de você”, disse Deus a Abraão, “todos os povos do mundo serão abençoados” (Gênesis 12.3). É uma promessa que aponta para o descendente dele, Jesus. Mas, as páginas do Antigo Testamento narram a história de um povo que, por diversas vezes, desprezou esta bênção. Não foi por nada o recado de Jesus que o reino de Deus seria tirado deles e entregue para outras pessoas (Mateus 21.43). O Salvador se refere ao reino espiritual, não deste mundo como ensina a teologia da glória e da prosperidade terrenas.
O que os judeus querem são as suas terras do tempos bíblicos. É o que também desejam os povos árabes. Quem está certo? “Mestre, mande o meu irmão repartir comigo a herança que o nosso pai nos deixou”, foi um pedido para Jesus. “Quem me deu o direito de julgar ou repartir propriedades entre vocês? Prestem atenção! Tenham cuidado com todo tipo de avareza” (Lucas 12.14,15).
A resposta de Jesus mostra que as nossas guerras deveriam ser contra a avareza, a ganância, a fome, o consumismo doentio que aniquila os recursos naturais do nosso planeta. Enquanto isto, fabricamos armas e mais armas, sobrecarregados de ódio e medo. Uma vida sem razão. Pelo jeito, este mundo nunca vai nos dar a paz.
Marcos Schmidt
(51) 98162-1824
Novo Hamburgo, 10 de outubro de 2023
Um comentário em “A guerra de Israel”
Os comentários estão encerrados.